Por Redação MVE
Uma disputa judicial envolvendo a farmacêutica Cimed colocou os nomes do apresentador Luciano Huck e da TV Globo em evidência. A fabricante mineira Suavetex apresentou uma queixa-crime à Justiça de São Paulo, acusando executivos da Cimed de suposta apropriação de fórmulas industriais e concorrência desleal.
A ação foi apresentada na terça-feira (3) e envolve seis produtos de higiene bucal que, segundo a Suavetex, teriam sido desenvolvidos por sua equipe e posteriormente comercializados pela Cimed sob a marca Super.
O caso ganhou repercussão porque Huck e a Globo mantêm uma sociedade empresarial com a farmacêutica.
Negociação de R$ 120 milhões terminou em disputa
Segundo a Suavetex, o presidente da Cimed, João Adibe, teria oferecido R$ 120 milhões para adquirir a fabricante mineira.
Durante as negociações, a Cimed teria recebido informações técnicas e fórmulas de seis produtos. A empresa mineira afirma que as tratativas foram interrompidas e que produtos com características semelhantes chegaram posteriormente ao mercado.
A Suavetex sustenta que houve utilização indevida de informações industriais e pede responsabilização dos executivos citados na ação.
A Cimed contesta as acusações.
Sociedade envolve Cimed, Globo e Luciano Huck
Documentos societários citados na reportagem do portal Notícias da TV apontam que a Cimed, a Globo e uma empresa controlada por Luciano Huck são sócias da Cilab S.A.
Participação societária na Cilab S.A.
A sociedade atua no segmento de produtos de higiene infantil. Entretanto, a marca Super, mencionada na disputa judicial, pertence à Cimed e não integra formalmente o portfólio da Cilab.
Huck e executivo da Globo poderão prestar esclarecimentos
A Suavetex indicou Luciano Huck e Roberto Marinho Neto, executivo da Globo Ventures, como testemunhas.
A fabricante pretende esclarecer se os dois tinham conhecimento das decisões comerciais relacionadas aos produtos questionados e se o assunto foi discutido entre os sócios.
É importante destacar que Huck e Roberto Marinho Neto não são acusados de participação na suposta fraude. A inclusão de seus nomes como testemunhas não significa envolvimento em irregularidades.
Empresas negam irregularidades
A Cimed rejeita as acusações da Suavetex e defende a regularidade de suas operações comerciais.
Luciano Huck afirmou, por meio de sua assessoria, que a sociedade da qual participa se dedica exclusivamente às marcas de higiene infantil João e Maria.
A Globo também declarou que a Cilab não participa da relação comercial entre Cimed e Suavetex e que a publicidade da marca Super foi contratada e paga pela farmacêutica.
Justiça terá de esclarecer disputa empresarial
A queixa-crime foi encaminhada à Justiça paulista, que deverá analisar os argumentos apresentados e os elementos reunidos pelas partes.
O caso chama atenção pelo valor das negociações, pela acusação de utilização indevida de fórmulas industriais e pela presença de grandes nomes da comunicação brasileira em uma sociedade com a farmacêutica.
Até o momento, as alegações da Suavetex não representam comprovação judicial de fraude. A responsabilidade dos executivos acusados dependerá da análise das provas e das decisões da Justiça.











