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Líder do PT diz que projeto da anistia está “enterrado” e “não vai ser votado”

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O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta terça-feira (1) que o PL da Anistia não será pautado e minimizou a obstrução da oposição para pressionar pela votação do projeto. De acordo com o petista, essa pauta “minimiza o país” e é “inconstitucional”, além de ampliar uma “crise institucional”.

“Não é passível anistia a crimes contra o Estado Democrático de Direito. O parlamento votar urgência de anistia é interferir no julgamento do Supremo Tribunal Federal- não temos o direito de atrapalhar uma investigação que está acontecendo no Supremo”, declarou o deputado em entrevista aos jornalistas.

Mais cedo, Lindbergh participou de uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar sobre o assunto e disse que o projeto “não vai ser votado nesta semana e não está em discussão”.

“Respeito o desespero dos líderes do PL e da oposição e entendo o desespero que estão passando, mas não é justo parar o país e projetos importantes, para tratar anistia. Agora é hora de trabalhar para o Brasil. Nao interessa para o parlamento uma crise institucional desse tamanho.”, disse Farias.

O deputado petista também negou que haja um requerimento de urgência para anistia, porque não são todos os partidos que concordam com o projeto. “‘É muito blefe, não existe assinatura dos principais líderes. Tenho confiança de que esse requerimento não será votado e esse assunto tá enterrado nesta semana”, declarou.

Em relação a obstrução da oposição para trancar a pauta, Lindbergh afirmou que eles “vão ter que arcar com as consequências” e “serão derrotados”. “O parlamento não pode cair no jogo, para ajudar aliviar a cara do ex-presidente Jair Bolsonaro, paralisar a pauta que interessa ao Brasil”, reforçou.

Pela manhã, parlamentares da oposição se reuniram com o ex-presidente Jair Bolsonaro para definir acoes para avançar com a votação do projeto que concede anistia aos presos do 8 de janeiro. A principal estratégia definida foi a obstrução total das atividades legislativas nas comissões e no Plenário da Câmara. O objetivo é pressionar para que o requerimento de urgência do PL da Anistia seja pautado o quanto antes.

Até o momento, o presidente Hugo Motta não se manifestou sobre a tramitação da anistia e aos aliados disse que não vai ceder à pressão da oposição. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, informou que Motta vai se reunir com todos os líderes individualmente antes de tomar uma decisão.