Redação MVE
Manaus (AM) – A Justiça Eleitoral do Amazonas determinou medidas protetivas contra o deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) e Kidson Maia (PL) após a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD) relatar ter se sentido ameaçada durante um debate eleitoral. A decisão prevê distância mínima de 200 metros, proibição de contato e restrições relacionadas à posse e ao porte de armas.
O caso ocorreu após um gesto feito durante o debate da TV Norte, em 13 de outubro. Campêlo interpretou o movimento como uma ameaça e pediu proteção judicial. A decisão foi concedida em caráter preventivo, enquanto os fatos são apurados.
O que a decisão determina
Além da proibição de aproximação e contato, Salazar e Kidson não poderão acessar áreas reservadas a equipes e apoiadores em debates ou eventos nos quais Campêlo esteja presente. A ordem também prevê suspensão da posse e restrição do porte de armas, além de consultas às autoridades para verificar registros e autorizações.
A Justiça solicitou ainda à TV Norte imagens completas do debate, gravações brutas, registros de câmeras e documentos de credenciamento. O material deverá ajudar a esclarecer o contexto do gesto e a participação de cada envolvido.
Medida protetiva não é ordem de prisão
Depois do episódio, Salazar publicou um vídeo dizendo que “a esquerda pediu a minha prisão” e afirmou que “o Amazonas vai parar” caso ele e Kidson fossem presos. A decisão divulgada, porém, trata de medidas protetivas: ela não decreta prisão e tampouco representa condenação criminal.
A diferença é fundamental. A existência de uma medida judicial não comprova, por si só, culpa definitiva. Da mesma forma, apresentar a apuração como perseguição política não substitui o esclarecimento dos fatos nem o cumprimento das determinações judiciais.
Campêlo relatou temor; envolvidos devem cumprir a decisão

Campêlo afirmou ter se sentido ameaçada pelo gesto e procurou as autoridades. Salazar, por sua vez, declarou que não teria visto a ação e defendeu Kidson, segundo relatos sobre o episódio. A investigação deverá considerar as imagens e as versões apresentadas.
Em uma disputa política cada vez mais tensa, cabe às autoridades apurar o caso com rigor e a todos os envolvidos respeitar as medidas em vigor. Declarações de que o estado “vai parar” elevam a temperatura do conflito; agora, o caminho é cumprir a decisão e deixar que as provas esclareçam o que ocorreu.











