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Justiça condena prefeito de Diadema (SP) por associar assessor de Lula ao PCC

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Taka Yamauchi (MDB) poderá recorrer em liberdade

A Justiça Eleitoral determinou a condenação do prefeito de Diadema (SP), Taka Yamauchi (MDB), a seis meses e 25 dias de detenção. A decisão ocorreu depois de o chefe do Executivo municipal vincular o nome de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Primeiro Comando da Capital (PCC), durante o período eleitoral. O fato ocorreu em agosto de 2024.

O prefeito de Diadema se referiu a Marco Aurélio como “Marcola”. Trata-se do apelido de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção criminosa.

A decisão da Justiça Eleitoral

Segundo a juíza Clarissa Rodrigues Alves, “é de conhecimento notório que ‘Marcola’, e não a vítima, é um dos líderes da facção criminosa denominada PCC”.

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“O réu sabia que o apelido da vítima Marco Aurélio era ‘Marcola’, e ao relacionar o nome ao crime organizado por suposta utilização de verbas irregulares, assumiu o risco de provocar o resultado no caso em questão, qual seja, a ofensa à honra objetiva e subjetiva da vítima”, afirmou Clarissa.

A pena deverá ser cumprida em regime aberto, e ainda é possível recorrer da decisão. Yamauchi permanecerá em liberdade enquanto aguarda o julgamento do recurso. Em nota, o político afirmou que tomou ciência da sentença e que apresentará recurso no prazo legal. “O prefeito reafirma o respeito às instituições e à Justiça, confiante de que os esclarecimentos serão devidamente apreciados pelas instâncias superiores, no exercício pleno do direito ao contraditório e à ampla defesa”, declarou.