Por: [Manuel Menezes]
A votação do Projeto de Lei nº 001/2026 na Câmara Municipal de Humaitá não foi apenas uma deliberação administrativa. Foi um teste político — e quem assumiu a linha de frente foi o vereador Jorge André.
Em meio a discursos inflamados da oposição, Jorge André protagonizou a defesa mais firme da recomposição dos subsídios do Executivo, sustentando que a medida representa correção inflacionária acumulada desde 2012, e não aumento real.
“Não estamos votando privilégio. Estamos votando justiça com base na lei”, declarou no plenário.
📜 O que estabelece o Projeto de Lei nº 001/2026
O texto aprovado atualiza os subsídios com base no IPCA acumulado entre novembro de 2012 e outubro de 2025, que atingiu 107,314792%.
Os novos valores passam a ser:
- Prefeito: de R$ 18.000,00 para R$ 30.000,00
- Vice-prefeito: de R$ 15.000,00 para R$ 25.000,00
- Secretários municipais: de R$ 5.000,00 para R$ 10.000,00
O projeto deixa claro que:
- A recomposição é exclusivamente inflacionária;
- Não cria política automática de reajuste;
- Observa a Lei de Responsabilidade Fiscal;
- Produz efeitos a partir de 2 de março de 2026.
Após aprovação no Legislativo, a matéria foi sancionada pelo prefeito Dedei Lobo.
⚖️ Discurso firme contra a narrativa da oposição
Durante sua fala, Jorge André criticou o que classificou como tentativa de transformar um tema técnico em embate político.
“Não se governa com discurso fácil. Se governa com responsabilidade e respeito à legislação”, afirmou.
O vereador destacou que a recomposição segue índice oficial e respeita os limites fiscais.
“A legalidade está clara. A competência da Câmara está garantida. Nosso dever é decidir com equilíbrio, não com pressão.”
Segundo ele, manter salários congelados por mais de uma década não é solução administrativa, mas sim uma distorção acumulada.
“Congelar por 13 anos não é prudência. É deixar a inflação corroer o valor real.”
🗳️ Vitória política da base
A aprovação do projeto consolidou a maioria governista no plenário e demonstrou que, mesmo diante de debate intenso, a base mantém coesão suficiente para aprovar matérias estratégicas.
O voto favorável de Jorge André simbolizou esse alinhamento.
“Meu voto é favorável porque estou votando dentro da lei e com consciência tranquila”, afirmou ao encaminhar sua decisão.
Mesmo com o discurso contundente da oposição, a maioria garantiu a aprovação da matéria.
📊 Leitura política: governabilidade mantida
A sessão revelou três sinais claros:
- A base governista segue articulada e numericamente sólida;
- O PL assume protagonismo técnico e político na defesa das pautas do Executivo;
- A oposição não conseguiu reverter a maioria, apesar da pressão no plenário.
Mais do que aprovar um projeto, a base demonstrou controle político da Casa.
Ao assumir a linha de frente do debate, Jorge André consolida sua posição como uma das vozes mais firmes do campo governista na Câmara.
Em um ambiente cada vez mais polarizado, a mensagem da maioria foi direta: legalidade, responsabilidade fiscal e governabilidade.











