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“Inflacionou o mercado da compra de votos”: Rodrigo Guedes dispara contra David Almeida e cobra investigação rigorosa

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Vereador afirma que prefeito teria “inflacionado” a prática ilegal de compra de votos ao supostamente pagar até R$ 300 por eleitor; investigação da Polícia Federal cita atuação de genro do prefeito.

Por: [Manuel Menezes]

A sessão da Câmara Municipal de Manaus desta segunda-feira (16) foi marcada por fortes críticas do vereador Rodrigo Guedes ao prefeito David Almeida. Durante discurso na tribuna, o parlamentar ironizou as denúncias de compra de votos nas eleições municipais de 2024 e afirmou que o prefeito teria “inflacionado” o valor pago por eleitor.

Segundo Guedes, o que já era considerado uma prática ilegal recorrente em eleições teria alcançado um novo patamar durante a última disputa eleitoral na capital amazonense.

“O prefeito inflacionou o mercado. Ele está até prejudicando os que compram voto. Antes era R$ 50, no máximo R$ 100. Ele estava dando R$ 300 por voto dentro das igrejas”, afirmou o vereador durante a sessão.

Apesar da ironia, Guedes fez questão de afirmar que não participa de qualquer esquema desse tipo e defendeu que os casos sejam investigados com rigor pelas autoridades.

Laudo da Polícia Federal aumenta pressão

As declarações do vereador ocorrem em meio à repercussão de um laudo pericial da Polícia Federal que aponta indícios de um esquema de compra de votos durante a eleição municipal de 2024.

De acordo com informações reveladas a partir da perícia em aparelhos celulares apreendidos durante a investigação, Gabriel Alexandre da Silva Lima, genro do prefeito, teria atuado como intermediador em negociações envolvendo lideranças religiosas e apoio eleitoral.

Segundo os indícios analisados, pagamentos teriam sido feitos em dinheiro vivo, por meio de envelopes distribuídos a intermediários responsáveis por mobilizar eleitores em determinadas comunidades.

Denúncias e tensão política

O caso também foi denunciado anteriormente pelo deputado federal Amom Mandel, que disputou a eleição municipal de Manaus em 2024. À época, o parlamentar afirmou ter sido alvo de ameaças após tornar públicas suspeitas de compra de votos durante a campanha.

Para críticos da gestão municipal, o episódio representa um dos casos mais graves já levantados em torno do processo eleitoral recente na capital amazonense.

Especialistas em direito eleitoral lembram que a compra de votos é considerada crime grave pela legislação brasileira, podendo resultar em cassação de mandato, perda de direitos políticos e até pena de prisão para os responsáveis.

Pressão política aumenta

As declarações feitas na tribuna da Câmara ampliam a pressão política sobre o prefeito e reforçam o clima de tensão entre oposição e base aliada na política de Manaus.

Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que o avanço das investigações poderá ter impactos diretos no cenário político da capital amazonense, especialmente diante da gravidade das acusações que vieram à tona após o processo eleitoral de 2024.