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Guerra silenciosa no PL: tentativa de barrar Coronel Menezes expõe rachadura na direita do Amazonas

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Crescimento político de Menezes e resistência dentro do PL colocam em evidência as disputas que podem definir o futuro da direita no Amazonas.

Por: [Manuel Menezes]

Apesar do discurso público de unidade repetido por lideranças do PL no Amazonas, os bastidores da política contam uma história bem diferente. A tentativa de setores do partido de limitar o espaço do Coronel Alfredo Menezes, aliado direto de Jair Bolsonaro e um dos nomes mais identificados com o eleitorado conservador no estado, tem revelado fissuras profundas dentro da legenda.

Entre apoiadores da direita, cresce a percepção de que existe um movimento silencioso para impedir que Menezes amplie seu protagonismo político. A estratégia, no entanto, pode sair pela culatra.

Menezes construiu ao longo dos últimos anos uma base fiel e altamente mobilizada, formada principalmente por eleitores alinhados às pautas conservadoras e ao bolsonarismo no Amazonas. Ignorar esse capital político, na avaliação de analistas, pode provocar exatamente o efeito contrário ao desejado: fragmentar o campo da direita em um momento decisivo do cenário eleitoral.

A contradição fica ainda mais evidente quando se observa quem controla hoje o PL no estado. O partido é presidido por Alfredo Nascimento, político que construiu grande parte de sua trajetória nacional ao lado do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro em três ocasiões.

Para parte da militância conservadora, a situação cria um paradoxo político: um partido que se apresenta como principal abrigo da direita no país, mas que no Amazonas enfrenta disputas internas justamente contra uma de suas figuras mais alinhadas ao bolsonarismo.

Enquanto as articulações seguem nos bastidores partidários, Menezes tem adotado uma estratégia diferente. Em vez de entrar em confronto direto, tem intensificado sua presença junto à população, dialogando com lideranças, movimentos e apoiadores em diversas regiões do estado.

A leitura entre aliados é clara: quanto mais tentam reduzir seu espaço político, mais o nome de Menezes ganha força entre os eleitores da direita.

Se o cenário atual se mantiver, o risco para o campo conservador no Amazonas é evidente. Uma direita dividida em 2026 pode acabar entregando espaço político para adversários mais organizados — um erro estratégico que pode custar caro nas urnas.