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Guerra no PL-AM: Movimento Conservador chama Salazar de “Chapolin Colorado” e aponta aliança com Eduardo Braga

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Apesar de ser filiado ao PL, vereador não se posiciona sobre pautas da direita

O vereador Sargento Salazar (PL) tornou-se alvo de duras críticas por parte de integrantes do Movimento Conservador no Amazonas. Acusado de omissão política e falta de alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar foi apelidado de “Chapolin Colorado” por membros do grupo, em referência ao personagem que aparece apenas em momentos de desespero e confusão, mas sem efetiva resolução.

A tensão interna no Partido Liberal (PL) no Amazonas aumentou após Salazar evitar manifestações públicas em apoio a Bolsonaro, mesmo em momentos decisivos para o campo conservador local. Segundo lideranças do movimento, o silêncio do vereador incomoda por contrastar com a postura esperada de um filiado ao partido que abriga o ex-presidente e lidera a oposição ao governo Lula.

“Salazar nunca sobe o tom quando é pra defender Bolsonaro. Isso não é postura de um conservador. É de aliado do sistema”, afirmou um dos representantes do Movimento Conservador.

Nos bastidores, aliados de Salazar afirmam que ele tem “equilibrado sua atuação” na CMM por considerar que o debate local deve estar acima de disputas ideológicas nacionais e que ele não precisa de ninguém para se eleger, nem de Bolsonaro. No entanto, a justificativa não convenceu os movimentos conservadores que veem a atuação do vereador como “uma traição aos valores bolsonaristas”.

O episódio expõe mais uma fissura na direita do Amazonas e evidencia a crise de identidade que o PL enfrenta no estado. Com diversas alas disputando protagonismo, o partido se vê dividido entre figuras leais a Bolsonaro e outras mais próximas de caciques da velha política local.

Para o Movimento Conservador, Salazar vai perder parte do apoio da base que o elegeu. “Foi com o voto dos conservadores que ele chegou à Câmara. Agora, faz política com os que atacaram Bolsonaro todos esses anos. O povo não esquece”, reforçou um integrante do movimento.

A guerra interna pode ganhar novos capítulos nos próximos meses, com o avanço das articulações para as eleições de 2026. A permanência de Salazar no PL e sua possível candidatura à deputado federal devem ser temas de embate dentro do partido e entre os movimentos conservadores que tentam reorganizar o campo bolsonarista no Amazonas.