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Governo Lula revisa nomeações do União Brasil depois de rompimento

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Pela saída antecipada da sigla da base governista, presidente orientou sua equipe a substituir os apadrinhados de Antonio Rueda

O governo federal decidiu revisar todas as nomeações feitas pelo União Brasil em cargos na administração, com o objetivo de identificar os responsáveis pelas indicações, depois de a legenda antecipar sua saída da base aliada. O presidente Lula orientou sua equipe a substituir os apadrinhados de Antonio Rueda, presidente do partido, considerado articulador do rompimento entre a sigla e o Planalto.

Apontado por Lula como opositor em reunião ministerial, Rueda ampliou a distância do governo ao defender publicamente uma candidatura de centro-direita para as eleições presidenciais de 2026. Mesmo quando um parlamentar favorável à gestão aparece como nomeador, o Planalto pretende rastrear os beneficiados ligados ao líder do União Brasil.Play Video

Exonerações de Lula e disputas por ministérios

O presidente do União Brasil, Antônio Rueda
O presidente do União Brasil, Antônio Rueda | Foto: Evandro Macedo/ Lide

Na semana passada, a direção nacional do União Brasil determinou que os filiados deixem seus cargos imediatamente. A sigla antecipou a saída que estava inicialmente programada para o fim do mês.

Essa decisão deverá resultar na exoneração de Celso Sabino, do Turismo, indicado pela bancada do partido na Câmara dos Deputados. Essa possível saída abriu discussões dentro do governo sobre a redistribuição da pasta para outras legendas aliadas.

Nos bastidores, PT, PSB, PDT e PSD já manifestaram interesse em assumir o comando do ministério. Assim, seria forma de ampliar sua participação no governo e fortalecer a base parlamentar.

Apesar dessas mudanças, as indicações feitas por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, permanecem intocadas. Ele patrocinou os nomes de Frederico de Siqueira Filho, nas Comunicações, e Waldez Góes, no Desenvolvimento Regional. Eles devem continuar nos respectivos cargos por manterem relação de confiança com o Planalto.

Depois do ultimato do União Brasil, Sabino reuniu-se com Lula e foi acertado que a saída do ministro será oficializada depois do retorno do presidente de Nova York. Uma nova conversa entre ambos deve ocorrer nesta quinta-feira, 25.

Integrantes do governo defendem que Lula utilize a saída de Sabino como oportunidade para valorizar partidos aliados que mantêm compromisso com a pauta da administração petista no Congresso Nacional.