Brasília- Mais de 34,6 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tiveram seus dados atualizados por meio de conferência virtual de informações em 2024, segundo dados do instituto. Isso significa que o INSS atualizou os dados de quase 94% das pessoas que precisavam fazer a prova de vida, sem a necessidade de comparecimento em bancos ou agências do Instituto.

A medida adotada tem como objetivo principal combater as ações fraudulentas de golpistas durante o processo de prova de vida, garantindo, assim, a segurança dos dados pessoais e financeiros dos beneficiários.

Mesmo com os esforços do INSS para coibir as fraudes, golpistas seguem fazendo vítimas. Segundo a gerente de Prevenção à Fraude do Banco Mercantil, Lívia Silva, os fraudadores apresentam um repertório diversificado para tentar ludibriar o beneficiário. 

“Infelizmente, os golpistas não param de inventar novas táticas. Por exemplo, eles utilizam técnicas de phishing, que consiste no envio de mensagens, por SMS ou WhatsApp, usando números falsos que se passam pelo INSS, solicitando que as vítimas acessem um link para efetuar a prova de vida. Esses links podem pedir dados pessoais e informações bancárias, redirecionando a vítima para sites maliciosos”, alerta.

Outra estratégia usada por criminosos é a manipulação emocional da vítima. Golpistas criam um laço de confiabilidade para obter sucesso com a fraude. Eles aproveitam a vulnerabilidade emocional dos beneficiários, muitas vezes idosos ou pessoas em situação de fragilidade, para alcançar seus objetivos. Eles criam um clima de medo para conseguir dados sigilosos ou dinheiro.

Lívia Carolina adverte que, ao obter as informações do beneficiário, os criminosos conseguem acessar as contas bancárias das vítimas e efetuar transferências. “Também é comum criminosos se passarem por funcionários de algum banco ou do próprio INSS e ligarem para os clientes, solicitando que baixem um aplicativo de acesso remoto. Uma vez que a vítima instala o aplicativo, os golpistas conseguem acessar a conta bancária, realizando transações sem o consentimento do cliente”, preveniu.

Tem aqueles mais ousados que vão até as casas dos aposentados, muitas vezes utilizando uniformes e crachás falsos para passar credibilidade. Durante a visita, alegam estar realizando a prova de vida e capturam selfies da vítima, além de fotos de documentos de identificação. Em alguns casos, pedem que a vítima segure o documento enquanto tiram uma foto. Com essas informações, os golpistas podem acessar aplicativos bancários e, caso o cliente não tenha conta no banco, abrem uma conta em nome dele. A partir daí, realizam empréstimos e movimentações financeiras indevidas.

Dicas para se proteger

Formas seguras de se fazer a prova de vida

A não realização da prova de vida pode resultar em:

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