A declaração do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que “fiz o que tinha que fazer”, logo após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nessa quinta-feira (15/1), repercutiu entre bolsonaristas, que reagiram com ataques ao magistrado.
A fala de Moraes ocorreu durante a colação de grau de alunos do curso de direito da Universidade de São Paulo (USP).
A deputada Caroline de Toni (PL-SC) publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que a fala revela “postura incompatível para um juiz” e pediu “impeachment já”.
O deputado André Fernandes (PL-CE) escreveu: “Os estudantes que aplaudiram Moraes hoje serão os futuros advogados, juízes, desembargadores etc. Olavo (de Carvalho) tem razão: o trabalho de base jamais pode ser menosprezado”.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também comentou a declaração do ministro. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”, afirmou.
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) criticou a postura do ministro: “Quando um magistrado brinca com a desgraça alheia, ele abandona qualquer aparência de imparcialidade. O que vimos foi vingança política travestida de decisão judicial. Isso não é Justiça, é militância com toga”.
“O deboche escancara o desequilíbrio de Moraes. Nenhum pouco preocupado em dissimular o seu papel de carrasco da esquerda. Há um projeto claro de perseguição política à direita brasileira, com Bolsonaro como alvo principal. O impeachment desse desequilibrado não é um simples capricho da oposição, mas uma necessidade para o imediato reestabelecimento da democracia brasileira.”, defendeu o deputado federal Sanderson (PL-RS).
Decisão de Moraes
Moraes transferiu Bolsonaro, nessa quinta-feira, para a Sala de Estado Maior, no 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada Papudinha, após reclamações em relação ao barulho na cela em que o ex-presidente cumpria pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
“As medidas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir”, alegou o ministro na decisão.











