Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña é preso após impeachment

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Crise envolvendo o Ueno Bank levou à destituição do presidente paraguaio. Pedro Alliana assumiu o comando do país, enquanto Peña enfrenta investigação sobre possíveis irregularidades financeiras.

Por Redação MVE | Menezes Virtual Eye

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi colocado em prisão domiciliar nesta sexta-feira (6), em Assunção, poucas horas depois de perder o mandato em um processo de impeachment aprovado pelo Senado.

A crise política está relacionada às investigações sobre o Ueno Bank, instituição financeira que entrou em colapso e passou a ser alvo de suspeitas envolvendo operações de crédito, recursos públicos e possíveis conflitos de interesses.

A destituição de Peña foi aprovada por 44 senadores, encerrando antecipadamente seu governo e abrindo caminho para a posse do então vice-presidente Pedro Alliana.

Prisão após perda do mandato

Após a decisão do Congresso, autoridades paraguaias determinaram que Santiago Peña permanecesse em sua residência enquanto avançam as investigações.

O ex-presidente é investigado por suspeitas relacionadas à administração de recursos e possíveis irregularidades envolvendo sua antiga participação em empresas ligadas ao banco.

Peña nega ter cometido crimes. A prisão domiciliar é uma medida cautelar e não representa condenação definitiva.

Escândalo bancário provocou crise

O caso ganhou repercussão nacional após a intervenção no Ueno Bank, que atendia aproximadamente 3 milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos.

As dificuldades financeiras da instituição provocaram preocupação entre correntistas e aumentaram a pressão sobre o governo.

Parlamentares passaram a questionar a relação de Peña com o grupo empresarial ligado ao banco e a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização financeira.

Pedro Alliana assume a Presidência

Com a saída de Peña, Pedro Alliana tomou posse como novo presidente do Paraguai e deverá concluir o mandato previsto até agosto de 2028.

O novo governo terá como prioridades enfrentar os efeitos da crise bancária, recuperar a confiança da população e buscar soluções para os clientes prejudicados.

Investigações continuam

A crise deverá ter novos desdobramentos, com a análise de documentos, operações financeiras e possíveis responsabilidades de autoridades públicas.

A destituição e a prisão domiciliar de Santiago Peña representam uma mudança no comando político do Paraguai. A eventual responsabilização criminal do ex-presidente, entretanto, dependerá das provas reunidas e das decisões da Justiça.