O subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, voltou a criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em declaração feita nessa quarta-feira (6), Beattie acusou Moraes de ser o “principal arquiteto da censura e do complexo de perseguição direcionado a Bolsonaro e seus apoiadores” e recomendou que os demais ministros da Corte “se abstenham de colaborar ou incentivar” esse tipo de conduta.
A manifestação de Beattie foi publicada em sua conta na plataforma X (antigo Twitter) e reforça a decisão do governo norte-americano de aplicar sanções contra o ministro brasileiro com base na Lei Magnitsky — legislação que permite punir autoridades estrangeiras envolvidas em violações graves de direitos humanos. Moraes foi alvo das sanções em 30 de julho.

No documento oficial que justificou as medidas, o magistrado é acusado de utilizar sua posição para “autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”. A nota ainda menciona o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que afirmou: “Alexandre de Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”.
Bessent também responsabilizou o ministro por liderar “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.
As sanções foram anunciadas menos de duas semanas após outra medida dos EUA: em 18 de julho, o Departamento de Estado revogou os vistos de entrada de Moraes e seus familiares.
Na ocasião, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que a revogação servia como “um aviso para aqueles que atropelam os direitos fundamentais de seus compatriotas” e que “as togas judiciais não podem protegê-los”. (Foto: STF;
Fonte: Poder360)











