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EUA atacam barco no Caribe e matam três em operação contra tráfico de drogas

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A ação, anunciada pelo secretário de Guerra Pete Hegseth na madrugada deste domingo, 2, faz parte de uma série de operações na Venezuela

Uma nova ofensiva militar dos Estados Unidos no Caribe resultou em três mortos depois de um ataque a um barco supostamente ligado ao tráfico de drogas. A ação, anunciada pelo secretário de Guerra Pete Hegseth na madrugada deste domingo, 2, faz parte de uma série de operações que, em pouco mais de um mês, atingiram dezesseis embarcações e causaram sessenta e quatro mortes.

De acordo com Hegseth, a embarcação atacada navegava por uma rota conhecida de tráfico de entorpecentes e era monitorada pela inteligência norte-americana.

“Esse navio, assim como todos os outros, era conhecido por nossa inteligência por estar envolvido no contrabando de narcóticos, estava em trânsito por uma rota de narcotráfico conhecida e transportava entorpecentes”, afirmou em publicação no X.

“Três narcoterroristas do sexo masculino estavam a bordo do navio durante o ataque, que foi realizado em águas internacionais. Os três terroristas foram mortos e nenhum membro das forças norte-americanas ficou ferido neste ataque.”

Reações internacionais e aumento da militarização dos Estados Unidos

O contexto da operação ocorre em meio a um aumento do aparato militar dos EUA na América Latina, com expectativas de ampliação das ações na região. A Organização das Nações Unidas classifica essas ofensivas como “execuções extrajudiciais”, aumentando a pressão internacional sobre Washington.

Recentemente, os Estados Unidos reforçaram sua presença no Caribe com destróieres, caças F-35, um submarino nuclear e cerca de 6,5 mil soldados. O presidente Donald Trump intensificou a tensão com o governo da Venezuela, autorizando a CIA a realizar operações secretas no país vizinho, medida que provocou especulações sobre possíveis tentativas de destituir Nicolás Maduro.

Fontes ligadas à Casa Branca relataram que o Pentágono apresentou a Trump alternativas que incluem ataques a bases militares venezuelanas, alegando conexões entre setores das Forças Armadas e o tráfico de drogas. Paralelamente, Washington oferece recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Maduro, acusado de liderar o Cartel de los Soles.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também foi alvo de acusações de Donald Trump, que o chamou de “líder do tráfico de drogas” e “bandido”. O aumento dos ataques a barcos na região tem gerado preocupação entre juristas e membros do Partido Democrata, que apontam violações ao direito internacional.