Menu

“Estou morrendo de medo”, ironiza Coronel Menezes após Marcelo Ramos ameaçar reagir a quem chamar Lula de ladrão

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
Ex-superintendente da Suframa reage com sarcasmo à fala do ex-deputado e diz que ninguém vai intimidar críticos do governo; embate escancara a polarização política no Amazonas rumo às eleições de 2026.

Por: [Manuel Menezes]

O ambiente político no Amazonas voltou a ficar tenso após uma troca indireta de declarações entre o coronel da reserva e ex-superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, e o ex-deputado federal Marcelo Ramos. O episódio começou depois que Ramos afirmou, em vídeo nas redes sociais, que não pretende mais tolerar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja chamado de “ladrão” no debate político.

Na gravação, Marcelo Ramos adotou um tom mais duro contra críticos do presidente e afirmou que passará a reagir sempre que ouvir a expressão sendo usada publicamente.

“Eu não vou mais aceitar que fiquem chamando o presidente Lula de ladrão. Quem fizer isso vai ter resposta. Não dá para normalizar esse tipo de ataque político”, declarou Ramos em vídeo divulgado nas redes sociais.

A fala repercutiu rapidamente entre lideranças políticas do estado e chegou ao coronel Alfredo Menezes, uma das principais vozes da direita amazonense e crítico frequente do governo federal.

Ironia de Menezes

Conhecido pelo estilo direto e provocativo, Menezes respondeu com ironia ao posicionamento do ex-parlamentar. Em vídeo e comentários publicados nas redes sociais, o coronel afirmou não se intimidar com a declaração.

“Estou morrendo de medo. Agora pronto, não pode mais falar nada? Isso é tentativa de intimidar quem pensa diferente”, ironizou Menezes.

O ex-superintendente da Suframa ainda afirmou que o debate político não pode ser limitado por ameaças ou pressões.

“Em democracia todo mundo tem direito de criticar governante. Não existe isso de querer calar as pessoas porque criticam o presidente”, acrescentou.

Disputa ideológica no Amazonas

Nos bastidores da política amazonense, o episódio foi interpretado como mais um capítulo da polarização que domina o debate político no país e que começa a ganhar força também no estado com a aproximação das eleições de 2026.

Marcelo Ramos, advogado e político com trajetória em diferentes partidos e atualmente alinhado ao campo político ligado ao presidente Lula, tem adotado uma postura mais combativa contra críticos do governo federal.

Do outro lado, Alfredo Menezes consolidou-se nos últimos anos como uma das vozes mais ativas da direita no Amazonas, frequentemente confrontando lideranças associadas ao lulismo e ao campo progressista.

Debate cada vez mais acirrado

Analistas políticos avaliam que o episódio sinaliza o tom que deve marcar os próximos meses no cenário político estadual: confrontos públicos, declarações contundentes e disputas ideológicas cada vez mais visíveis nas redes sociais.

Entre provocações, ironias e respostas públicas, o embate entre Menezes e Marcelo Ramos reforça que o clima político no Amazonas já começa a esquentar — muito antes mesmo da abertura oficial do processo eleitoral de 2026.