O município de Juruá, no Amazonas, vive um cenário de calamidade diante da estiagem severa que já isola diversas aldeias indígenas. Sem acesso a água potável, alimentos e medicamentos, comunidades inteiras clamam por socorro e denunciam o abandono dos governos municipal, estadual e federal, que até o momento não apresentaram nenhuma resposta concreta para a crise.

As aldeias afetadas em Juruá são:

Aldeia da etnia Madija Kulina – Cacique Luizin Madija Kulina;

Aldeia da etnia Katawixi – Lago Grande – Cacique Agripino Serrão;

Aldeia Escondido – Cacique João Carlos de Araújo;

Aldeia Cumaru – Cacique Francisca Soares de Lima;

Aldeia São Francisco da Maranbaia – Cacique Roneir.

Com o colapso dos rios da região, principal via de transporte, as aldeias estão totalmente isoladas. Embarcações já não conseguem chegar, e a única alternativa para socorro imediato seria a criação de uma operação emergencial aérea para levar água, alimentos e remédios. Nada disso, porém, foi providenciado até agora.

O cacique Luizin Madija Kulina fez um apelo contundente:

“Estamos esquecidos. As crianças e os idosos estão sem atendimento, sem remédio, sem água potável. Se o governo não agir agora, vamos assistir uma tragédia anunciada. Não podemos esperar mais”,
Denunciou.

As lideranças acusam o poder público de negligência e alertam que a estiagem de 2025 já é considerada uma das mais severas da última década. Sem medidas urgentes, a sobrevivência dessas populações está ameaçada.

A ausência de ação do Estado em Juruá levanta questionamentos sobre a falta de políticas estruturadas para enfrentar a seca na Amazônia. Enquanto os governos trocam discursos e promessas, os povos indígenas pagam com a própria vida pela omissão e descaso das autoridades.

Se nenhuma medida emergencial for tomada nos próximos dias, Juruá poderá se tornar símbolo de mais um capítulo vergonhoso da crise humanitária ignorada pelo Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *