A pré-candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo (PL) afirmou, durante coletiva à imprensa, que estará no segundo turno das eleições de 2026. A declaração foi feita durante evento na Câmara Municipal de Manaus, na última quarta-feira (15).
Único nome feminino, até o momento, a declarar oficialmente sua intenção de disputar o governo, a empresária vem se destacando nas pesquisas de intenção de voto, aparecendo atrás apenas do senador Omar Aziz (PSD) — seu principal adversário na corrida eleitoral. O senador, no entanto, lidera o índice de reprovação do eleitorado amazonense, segundo levantamentos recentes.
“Ainda sou muito desconhecida por grande parte da população do Estado, o que vamos corrigir ao longo do ano com mais viagens ao interior e com a própria propaganda eleitoral. Esse nível de desconhecimento, aliado ao resultado que já apresento nas pesquisas, é um indicativo de que estarei no segundo turno”, avaliou a pré-candidata, que já aparece competitiva nos levantamentos, com mais de 20% das intenções de voto.
Empresária e reitora universitária, Maria do Carmo se coloca na disputa contra políticos que, segundo ela, “estão no poder há mais de 20 anos sem promover melhorias reais na vida da população”. A pré-candidata tem se posicionado como símbolo da vontade de mudança — desejo manifestado por seis em cada dez amazonenses, de acordo com pesquisas recentes.
Homenagem
Convidada de honra da sessão solene em homenagem ao Dia dos Professores, Maria do Carmo destacou a importância da valorização da categoria, que, segundo ela, é a base da educação.
“Depois dos nossos pais, nossos heróis são nossos professores. Eles formam cidadãos e merecem ser valorizados e respeitados”, afirmou Maria do Carmo, que tem mais de 23 anos dedicados à educação, como gestora do Grupo Fametro — a maior instituição de ensino superior da Região Norte e a sexta do Brasil.
Reforma da Previdência
Questionada sobre a reforma da Previdência e o impacto que poderá causar aos professores da rede municipal, Maria do Carmo ponderou que a medida, embora necessária para atender às mudanças nacionais, precisa ser feita de forma gradual.
“Acredito que poderia ser aplicada aos professores que estão entrando agora na rede, e não àqueles que já atuam há anos e sairão prejudicados. Nenhuma medida da administração pública pode ser considerada correta se prejudica quem é o maior interessado: a população”, defendeu.











