O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira, 24, que a prisão de Jair Bolsonaro configura um desfecho inevitável. Em entrevista ao portal UOL, o magistrado argumentou que a violação da tornozeleira pelo ex-presidente apenas antecipou uma medida já considerada certa pela Corte.
“Todos esperávamos o trânsito em julgado da decisão para o cumprimento da sentença”, disse o ministro ao UOL. “Houve esse episódio, e a decretação da prisão preventiva apenas antecipou, talvez em dias ou semanas, a implementação da ordem.”
Gilmar afirmou que a 1ª Turma do STF vai definir o local e a forma de cumprimento da pena de Bolsonaro. Além disso, acrescentou que peritos devem analisar tecnicamente os argumentos de saúde apresentados pela defesa. Os advogados do ex-presidente citam risco clínico ao pedir condições especiais de custódia.
Gilmar aborda situação de Eduardo, Zambelli e Ramagem no exterior
Gilmar também comentou a situação de Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP). O ministro Alexandre de Moraes citou os três parlamentares na decisão que autorizou a prisão preventiva do ex-presidente.
“Certamente haverá busca da cooperação internacional”, afirmou o magistrado. “No caso dela [Zambelli], há audiências na própria Justiça italiana para eventual processo de extradição. O Brasil busca fazer valer sua jurisdição criminal.”
Ao comentar a atuação de Eduardo, o ministro afirmou que “ele anunciou uma licença para supostamente atuar internacionalmente junto do governo Trump”, movimento que, segundo Gilmar, “gerou confusão e consequências graves” para o país.
O magistrado conversou com o portal UOL na Itália, depois de participar de uma conferência internacional na Università Roma Tre.











