As suspeitas acerca da atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes (foto) em favor do Banco Master despertaram os brios da esquerda mais maluca no Brasil.

Desde que O Globo publicou reportagem que dá conta de que o ministro buscou o presidente do Banco CentralGabriel Galípolo, para interceder pelo banco que mantinha um contrato de 129 milhões de reais com o escritório da mulher de Moraes, perfis de esquerda dos mais rasteiros atacam a autora da matéria, Malu Gaspar, e criam teorias mirabolantes para desqualificar as suspeitas.

Os defensores de Moraes cobram provas, como se o ministro estivesse sob julgamento formal e os jornalistas que cobrem o caso fossem obrigados a apresentar gravações de conversas  esses repórteres nem sequer têm o poder ou a prerrogativa de grampear ligações telefônicas.

Ironia

Irônica e tragicamente, se alguma das alegadas conversas entre Moraes e Galípolo viesse a público pelas mãos de algum desses jornalistas, provavelmente não teria qualquer valor legal, porque o próprio STF se encarregaria de desqualificá-la, como já fez tantas vezes  com exceção do caso da Vaza Jato, quando o tribunal usou diálogos roubados para derrubar a Operação Lava Jato.

Outrora chamado de fascista por muitos desses ativistas de rede social, Moraes virou um herói por condenar Jair Bolsonaro e aliados com mão de ferro, e hoje é defendido com estratégias que vão desde análises abiloladas até mentiras deslavadas, no que se convencionou chamar de fake news.

Essa é a ironia suprema da história toda.

Moraes se presta, desde 2019, ao papel de herói contra a desinformação, como relator do famigerado inquérito das fake news.

Ele atuou fortemente nesse âmbito, de maneira muito questionável, durante a eleição de 2022, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). num processo que teve seu ápice no bloqueio da rede social X, em agosto de 2024, durante a eleição seguinte.

Hoje, parece que a única forma de defender o ministro do STF é desinformar, lançando dúvidas não sobre sua questionável conduta, mas sobre quem ousa questionar a conduta questionável.

Como se diz pelas redes sociais da vida, é irônico, mas não é de rir.

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