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ESQUEMA FEDERAL: PF encontra provas contra políticos em investigação do Banco Master, diz jornal

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Material apreendido em operação contém menções a autoridades com foro especial no STF

Polícia Federal (PF) encontrou indícios de envolvimento de políticos com foro especial nas investigações sobre o Banco Master. O material surgiu durante a análise de documentos e do telefone celular apreendido com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Por causa da presença de autoridades, parte das apurações deve tramitar obrigatoriamente no Supremo Tribunal Federal (STF), diz o jornal Folha de S.Paulo.

Os investigadores identificaram referências a lideranças partidárias e importantes autoridades em Brasília. Segundo relatos feitos sob anonimato, esses achados não possuem relação direta com a fraude das carteiras de crédito consignado. O esquema original envolvia a fabricação de dados para uma negociação de venda ao Banco de Brasília (BRB).

Vorcaro mantinha uma rede de aliados políticos e organizava encontros frequentes em uma mansão na capital federal. O avanço das investigações gera tensão no Congresso Nacional, já que alguns parlamentares temem a revelação de conexões financeiras com o dono do Banco Master. Investigadores comparam a profundidade do caso aos abalos provocados pela Operação Lava Jato.

Possível desmembramento do caso Master no STF

O ministro Dias Toffoli assumiu a relatoria do caso em janeiro, depois de a defesa de Vorcaro apontar a menção ao deputado João Bacelar (PL-BA). A PF agora aprofunda a análise para determinar se houve participação efetiva de outros políticos nos desvios de recursos. O material coletado inclui dados sobre fundos de investimento que teriam sido usados para ocultar capital.

Existe a possibilidade de o STF desmembrar o inquérito nas próximas semanas. A investigação sobre as fraudes bancárias do Banco Master seguiria para a primeira instância, enquanto as suspeitas contra políticos permaneceriam sob supervisão da Suprema Corte. Essa movimentação ocorre em meio ao desgaste de Toffoli, que enfrenta questionamentos por manter sigilo sobre o processo.

O presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, sinalizou recentemente uma tendência de enviar o caso para a Justiça comum. No entanto, a nova frente aberta contra autoridades deve manter o tribunal no centro das atenções. A PF pretende concluir rapidamente o relatório final sobre as carteiras fraudulentas antes de focar integralmente os nomes citados no material apreendido.