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Esquema de manipulação no Brasileirão Série A pode ter movimentado quase R$ 1 milhão; 5º atleta é alvo de busca

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Segundo MPGO, nove atletas estão envolvidos e recebiam até R$ 100 mil; nesta quarta, jogador do Atlético-GO foi alvo da operação

O Ministério Público de Goiás (MPGO) iniciou na última terça-feira a Operação Penalidade Máxima II, que investiga manipulação de resultados de jogos de futebol. A suspeita é de que o grupo tenha atuado em partidas da Série A do Brasileiro e esse esquema pode ter movimentado quase R$ 1 milhão — isso porque, de acordo com a investigação, nove atletas estão envolvidos e eles receberiam até R$ 100 mil cada para cumprirem determinadas ações durante o jogo, como tomar um cartão ou cometer um pênalti.

Nesta quarta-feira, um quinto atleta foi alvo da operação. Trata-se do lateral-esquerdo Moraes Júnior, ex-Juventude e que atualmente joga pelo Atlético-GO. Segundo o jornal O Popular, o jogador de 25 anos recebeu um mandado de busca e apreensão, assim como o zagueiro Victor Ramos, da Chapecoense. De acordo com o ge, os outros investigados são o lateral-esquerdo Igor Cariús, do Sport, o meia Gabriel Tota, ex-Juventude e atualmente no Ypiranga-RS, e o zagueiro Kevin Lomónaco, do Bragantino. Ao todo, nove atletas são alvos, espalhados por quatro estados:

  • Goiás: 1 mandado de busca (para um atleta)
  • Rio Grande do Sul: 3 mandados de busca (2 para atletas)
  • Santa Catarina: 3 mandados de busca (2 para atletas)
  • Pernambuco: 2 mandados de busca (2 para atletas)
  • São Paulo: 10 mandados de busca (2 para atletas) e 3 de prisão preventiva

As investigações apontam que a organização criminosa está “concretamente” envolvida em, pelo menos, seis disputas da primeira divisão de 2022:

Jogos com suspeita de manipulação na Série A — Foto: Editoria de arte
Jogos com suspeita de manipulação na Série A — Foto: Editoria de arte

Entenda a atuação do grupo

Os detalhes divulgados pelo MPGO — Foto: Editoria de arte
Os detalhes divulgados pelo MPGO — Foto: Editoria de arte

De acordo com o Ministério Público, os atletas cooptados manipulavam os confrontos de diversas maneiras como, por exemplo, forçar punição a determinado jogador por cartão amarelo ou vermelho, cometer penalidade máxima e assegurar o número de escanteios da partida. Garantir a derrota da equipe também era uma das práticas.

Os indícios mostram que as condutas previamente combinadas tinham o objetivo de gerar grandes lucros aos envolvidos em apostas realizadas em sites de casas esportivas. Para isso, eram utilizadas cadastradas em nome de terceiros para aumentar os rendimentos.