Menu

Encontro reservado reúne Lula, congressistas e ministros antes de cerimônia do STF

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
Conversas antecederam a abertura oficial do ano do Judiciário

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), representantes do governo Lula e lideranças políticas se reuniram de forma reservada antes do início da cerimônia que marcou a abertura do Ano Judiciário de 2026. As informações são do jornal O Globo.

O encontro ocorreu na “sala das togas”, onde os magistrados se preparam para as sessões, com as capas de cetim da Corte. Por cerca de 20 minutos, autoridades conversaram reservadamente, longe do público.  

Conforme O Globo, estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), a ministra Gleisi Hoffmann, o publicitário Sidônio Palmeira, o AGU Jorge Messias, além do anfitrião Edson Fachin e outros ministros do STF. Com pneumonia, Luiz Fux não participou.

A movimentação chamou atenção pelo teor das interações. Fachin e Dias Toffoli chegaram primeiro. Lula conversou com todos os magistrados. No entanto, dedicou atenção especial a Cármen Lúcia e ao próprio Fachin, que depois anunciou a ministra como relatora de um novo código de conduta para a Corte.

Em outro canto da sala, Alexandre de Moraes puxou Davi Alcolumbre para uma conversa à parte. O diálogo ocorreu em tom reservado, longe dos demais presentes.

Relatoria definida, mas proposta de Fachin encontra resistência

Fachin anunciou Cármen Lúcia como relatora da proposta de um código de ética. No discurso, o presidente da Corte reafirmou o compromisso de sua gestão com a adoção das normas, mesmo sob pressões internas e externas. Ele afirmou que a iniciativa busca reforçar a legitimidade do tribunal e garantir segurança jurídica à sociedade.

“O que nos une não é a concordância em todas as questões, ademais o todo não se confunde com a parte”, disse o ministro. “O que nos une é o compromisso com a instituição.”

Conforme Oeste, magistrados acreditam que a proposta de Fachin se encontre no “limbo”. Sob condição de sigilo, um ministro do STF avaliou que a proposta dificilmente sairá do papel — mesmo depois do fim das eleições, como deseja Fachin.