Em debate na Band, Flávio Bolsonaro questiona Lula sobre saídas temporárias de presos

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Candidato citou mortes de vítimas durante o benefício e cobra posição do adversário sobre vetos no Congresso

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) questionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as saídas temporárias concedidas a detentos no país durante o debate da Band, neste domingo (18). O senador cobrou a postura do adversário em relação à flexibilização das regras de cumprimento de pena.

Ao abrir o questionamento, o parlamentar citou casos de repercussão em que condenados cometeram assassinatos enquanto usufruíam do benefício em datas comemorativas.

Casos de vítimas no feriado

Flávio Bolsonaro relembrou o assassinato de Renata Telles, ocorrido na véspera do Natal de 2023, afirmando que o autor do crime já cumpria pena por violência e homicídio contra outra mulher antes de receber a liberação do presídio. O candidato também mencionou a morte de um sargento da Polícia Militar em Minas Gerais, baleado em serviço por um apenado em saída temporária que não retornou à prisão.

Na sequência, o representante do PL direcionou a pergunta a Lula e acusou o atual governo de priorizar a defesa de infratores.

“Você é a favor ou contra o marginal ter o direito à dita saidinha? Porque ele vetou a saidinha, a gente teve que derrubar a dita saidinha no Congresso Nacional, e ele fez de tudo lá, até acionou a Justiça para tentar fazer com que a dita saidinha voltasse a valer. Lula, por que você está sempre pensando nos direitos dos bandidos e não está pensando nos direitos das vítimas?”

Resposta e defesa da recuperação

Ao responder, o candidato petista rebateu as críticas e declarou que a legislação penal não pode punir a totalidade dos internos pelas infrações cometidas individualmente por apenados liberados.

Lula sustentou que os apenados com bom comportamento e em processo de recuperação têm direito à convivência com familiares, ressaltando a finalidade ressocializadora do sistema carcerário. O presidente frisou ainda que a legislação vigente não autoriza a saída temporária de condenados por crimes hediondos.

Fonte: Band