O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro comemorou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras e afirmou que, com a medida, as facções poderão ser combatidas “igual Bin Laden era” pelas autoridades americanas.
A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais após o anúncio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmando que a classificação entrará em vigor no próximo dia 5 de junho.
Segundo Eduardo Bolsonaro, a medida dificultará significativamente a movimentação financeira internacional das organizações criminosas e permitirá ações mais duras contra integrantes das facções fora do Brasil.
“Eles vão poder ser combatidos igual Bin Laden era”, afirmou o parlamentar ao comentar a nova política americana.
Ainda no vídeo, Eduardo afirmou que atividades ligadas ao PCC e ao CV em países como Paraguai, Colômbia, Bolívia e Peru poderão sofrer repressão ampliada por parte das autoridades americanas, incluindo ações mais intensas da DEA e das Forças Armadas dos Estados Unidos.
A decisão do governo americano faz parte da estratégia da administração do presidente Donald Trump de endurecer o combate ao narcotráfico e às organizações criminosas transnacionais na América Latina.
Segundo o Departamento de Estado americano, PCC e CV passaram a ser tratados como ameaças à segurança nacional dos EUA devido à expansão internacional das facções, envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando de armas e atuação em rotas internacionais do crime organizado.
A medida provocou forte reação dentro do governo brasileiro. O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional, mas alertou que a classificação não pode servir de “pretexto para intervenção” estrangeira no Brasil.
Nos bastidores políticos, aliados da oposição comemoraram a decisão americana e passaram a defender maior alinhamento internacional no combate às facções brasileiras. Já integrantes do governo Lula demonstram preocupação com possíveis impactos diplomáticos, financeiros e jurídicos da nova classificação.
O tema deve dominar o debate político brasileiro nos próximos meses, especialmente diante da proximidade das eleições presidenciais de 2026, quando segurança pública e combate ao crime organizado prometem ocupar o centro das discussões nacionais.
