Menu

“É o maior arrependimento da minha vida política”, diz Coronel Menezes sobre ter aceitado ser vice de Roberto Cidade

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email

Em uma entrevista carregada de franqueza e de pontas afiadas ao PODMais, apresentado pelo jornalista Hiel Levy, o Coronel Menezes abriu uma das passagens mais sensíveis de sua trajetória recente: admitiu que aceitar ser vice de Roberto Cidade em 2024 foi “o maior arrependimento da sua vida política”.

A declaração, dita com ênfase e sem rodeios, encapsula não apenas uma autocrítica pública rara no ambiente político amazonense, mas também um recado direto aos bastidores: Menezes rompe definitivamente com qualquer resquício de aliança que tenha restado daquela composição eleitoral.

Ao assumir que a decisão foi um erro estratégico, Menezes reorganiza sua própria narrativa para 2026. O ex-candidato ao Senado que saiu das urnas com impressionantes 737 mil votos, dá um passo simbólico para se desvincular de Roberto Cidade, hoje presidente da ALEAM e pré-candidato a deputado federal em 2026.

A contundência da frase também indica algo além da disputa local. Menezes, hoje um dos principais nomes do bolsonarismo no Amazonas, envia uma mensagem ao núcleo político:
não aceitará novas composições que não estejam alinhadas ao projeto ideológico da Direita.

Menezes que sempre foi um crítico feroz de Omar Aziz, Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Lula e da esquerda de forma geral, reforça uma imagem de político “sem amarras” e cada vez mais disposto a expor seus arrependimentos e suas escolhas.

Nos bastidores, a relação entre Roberto Cidade e Coronel Menezes já era considerada delicada desde o segundo turno das eleições municipais, em nenhum momento aparecem juntos pós-eleicao. Divergências estratégicas, disputas de protagonismo e o desgaste público da campanha tornaram qualquer reaproximação improvável.

Para Menezes, assumir o arrependimento é reescrever a própria linha do tempo.
Para Cidade, é receber uma marca pública difícil de remover, a de ter sido o centro de uma decisão política considerada um erro histórico pelo nome mais votados da Direita amazonense.

Ao admitir seu maior arrependimento político diante das câmeras, Menezes não apenas expõe um fato pessoal: ele se reposiciona, afirma sua autonomia e prepara terreno para uma disputa em que quer chegar como protagonista e não mais como coadjuvante.

A declaração pública sinaliza com clareza: Coronel Menezes está em rota própria e não pretende repetir erros do passado.