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“Durante sua transferência de Humaitá para Manaus agente aproveitou momento a sós para estuprar detenta que estava algemada”, diz o delegado Ivo Martins do 19º DIP

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Manaus/AM – A polícia deu detalhes chocantes sobre o estupro sofrido por uma detenta durante sua transferência de Humaitá para Manaus. Em coletiva nesta quarta-feira (30), o delegado Ivo Martins do 19º DIP explicou que o policial militar da reserva, de 61 anos, aproveitou um momento a sós com a vítima na estrada para cometer o abuso.

“Trata-se da prisão de um sargento da polícia militar que lamentavelmente é acusado pelo delito de estupro de vulnerável de uma detenta que foi transferida do município de Humaitá para Manaus. E no momento em que o veículo apresentou uma pane na estrada, quando dois da equipe foram até ao restaurante pegar comida, o agente lamentavelmente teria consumado o ato junto a detenta, em uma situação de extrema vulnerabilidade, na medida em que ela teria sido submetida a violência sexual inclusive com conjunção carnal, estando algemada nos pés e nas mãos, fato que causou uma imensa repulsa”,
disse o delegado.

A denúncia foi formalizada no momento da chegada ao Centro de Detenção Feminino (CDF), durante os procedimentos de triagem padrão, que incluem avaliação médica e atendimento psicossocial.

Conforme o investigador, a vítima deu um depoimento extremamente consistente, claro e objetivo, na presença da Defensoria e equipe da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o que foi fundamental para solicitação da prisão do sargento. Durante o cumprimento de mandado, um barbeador e uma escova de dentes foram apreendidos na casa do sargento, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, para análise do material genético. Ainda conforme o delegado, o abusador confessou o crime a um membro da equipe, responsável por comunicar o crime logo em seguida.

“A confissão dada pelo agente prisional é promovida através de uma conversa de whatsapp para um deles. No momento em que o agente prisional investigado relata a prática do delito para um dos integrantes da comitiva, imediatamente o integrante falou ‘vou ter que avisar o comando, isso é inadmissível. Boa sorte para você'”,
detalhou o delegado ao esclarecer que até o momento não há indícios de que os outros dois integrantes da comitiva foram coniventes.

Ainda conforme a polícia, a detenta relatou em seu depoimento que o homem teria cometido abusos contra outras detentas, porém, o caso ainda será investigado para confirmar se há outras vítimas. “Foi instaurado um inquérito para apurar a conduta não só dele, mas também dos demais agentes da polícia militar, e também vai ser instaurado procedimento disciplinar”, explicou.

Como o suspeito acusado de estupro é um policial militar da reserva à disposição da Seap, a PMAM também instaurará um procedimento administrativo para investigar a conduta do agente.

“É importante destacar que esse policial militar é da reserva e estava a disposição da Seap, e foi dado o cumprimento do mandado de prisão juntamente com a Polícia Civil. A polícia militar instaurou procedimento para apurar a conduta criminosa do policial militar, tanto disciplinarmente quanto criminalmente. Importante destacar também que a polícia militar não compactua com os desvios de conduta ou crimes praticados por esses agentes. De forma que todos os crimes estão sendo apurados através de procedimento administrativo interno”
disse o Major Chagas da Polícia Militar.