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Drones com armas são produzidos no Brasil, mas dependem de regulamentação

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Modelo Taurus TAS pode receber fuzis e outros tipos de armamentos, sendo de uso exclusivo das forças de segurança

A fabricante de armas Taurus está desenvolvendo um tipo de drone inédito no mundo. Em fase de demonstração para venda, o equipamento pode receber fuzis e outros armamentos, sendo de uso exclusivo das forças de segurança.

O produto está sendo fabricado em São Leopoldo, na Região Metropolitana do Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Para entrar em operação, no entanto, a tecnologia ainda depende de regulamentação no Brasil.

  • Segundo a fabricante, o modelo Taurus TAS poderá substituir o uso de helicópteros em ações policiais, reduzindo o risco às equipes em solo.
  • O equipamento também minimiza a possibilidade de danos materiais em casos de alvejamento ou quedas.
  • O drone é equipado com um fuzil T4, mas pode receber também submetralhadoras, por exemplo.
  • O veículo ainda conta com uma câmera 4K estabilizada em 3 eixos, bem como rádio controle com transmissão em tempo real das imagens captadas.
  • Outras características do modelo são um sensor de distância, laser pointer, mecanismo de movimentação horizontal e vertical, além de inteligência artificial embarcada para identificação de alvos.
Drone militar está sendo fabricado no Rio Grande do Sul (Imagem: divulgação/Taurus)

Discussões sobre a regulamentação no Brasil

A Taurus explica que ainda não há uma regulamentação para o uso de drone com armamento no Brasil. A legislação sobre os veículos aéreos não tripulados no Brasil é regulamentada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Segundo especialistas em segurança pública ouvidos pelo G1, o uso de dispositivos semelhantes já é empregado em conflitos armados. No entanto, esta pode não ser a melhor solução para o combate à criminalidade nas cidades.

É claro que ele pode ser usado eventualmente em casos muito específicos, quando o crime eventualmente estiver com armas muito pesadas, mas me parece bastante arriscado pensar nesse tipo de armamento numa lógica de segurança pública.Carolina Ricardo, diretora executiva do Instituto Sou da Paz

Drone será de uso exclusivo das forças de segurança (Imagem: Diy13/iStock)

Já Eduardo Pazinato, doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), acredita que o uso dos drones pode, inclusive, agravar o problema da segurança pública. Ele explica que o equipamento pode expor mais pessoas ao risco.

O especialista destaca ainda que há possibilidade da tecnologia errar o alvo de disparos, o que poderia resultar numa tragédia em uma grande cidade. Por isso, ele defende que o armamento de guerra só seja utilizado em combates.

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