O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira, 15, que não pode comentar detalhes sobre a investigação que envolve a citação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O caso refere-se ao possível envolvimento do filho do presidente Lula da Silva nas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Conforme Rodrigues, os procedimentos que estão em curso demandam sigilo e exigem cautela antes de qualquer manifestação pública. O agente falou rapidamente com jornalistas durante um encontro informal. Ele negou que pudesse principalmente entrar em detalhes sobre o episódio. Da mesma forma, ressaltou que não cabe à PF antecipar ou confirmar informações não consolidadas.
Diretor: esquema bilionário
A declaração do diretor ocorre em meio à ampla investigação sob os cuidados da própria Polícia Federal. O órgão apura um esquema bilionário de descontos indevidos. As vítimas são aposentados e pensionistas. Os crimes envolvem sobretudo entidades conveniadas ao INSS e lideranças identificadas no relatório policial e em diligências anteriores da Controladoria-Geral da União (CGU).
A menção ao nome de Lulinha ganhou destaque nas últimas semanas. Documentos que chegaram à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS incluem referências ao filho de Lula em depoimentos de investigados. A participação de Lulinha no esquema teria conexão com Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.
Relatos colhidos por investigadores mencionam supostas viagens e vínculos societários. O escândalo desencadeou diversas ações da Polícia Federal e da CGU, que resultaram em operações, mandados cumpridos e na queda do presidente do INSS, além de mobilizar debates no Congresso Nacional e críticas de parlamentares de diferentes partidos.
A investigação já identificou um prejuízo estimado em bilhões de reais aos cofres públicos, motivando pedidos por aceleração das apurações e maior transparência sobre as fases em andamento. A exemplo do Supremo Tribunal Federal, a PF é outro órgão que está sob a crítica de analistas políticos, especialistas do Direito e membros da oposição ao governo Lula por supostamente desenvolver uma atuação parcial e em favor do governo petista.











