O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) mantém o mesmo discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde que a imprensa nacional passou a revelar a fraude com mais frequência, os petistas tentam culpar a gestão de Jair Bolsonaro (PL) pelo rombo.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira, 22, o ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Lula afirmou que o Palácio do Planalto não tem nada a temer com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o escândalo.
De acordo com o político gaúcho, o interesse do atual governo é “descobrir como os servidores que participaram do esquema, segundo a investigação da Polícia Federal, chegaram aos cargos”.
Indícios que mostram ligação do PT com as fraudes do INSS
Apesar da acusação de Pimenta, há vários indícios que mostram a ligação do Partido dos Trabalhadores (PT) com empresas envolvidas no escândalo. É o caso, por exemplo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A entidade é historicamente associada ao petismo.
O atual presidente da Contag, Aristides Veras, foi vereador e vice-prefeito de Itabira (MG) pelo partido. Além disso, a entidade articulou mudanças para enfraquecer a fiscalização e facilitar descontos no INSS.
Deputados e senadores de esquerda assinaram emendas destinadas a alterar uma medida provisória que endurecia o combate a fraudes no instituto. As propostas foram redigidas dentro do próprio escritório da Contag, suspeita de desviar até R$ 2 bilhões de aposentados.
O irmão de Lula e a defesa de Bolsonaro
Outro ponto é a participação do irmão de Lula no escândalo. Para piorar a situação, o governo federal deixou de acionar judicialmente quatro entidades envolvidas no escândalo. Entre elas estão a Contag e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos — cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão de Lula.
Bolsonaro se defendeu das acusações. Durante entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, em maio deste ano, ele lembrou que, quando era presidente, apresentou a Medida Provisória nº 871/2019. A proposta instituiu um programa social para analisar os benefícios do INSS com indícios de irregularidades.

“Quando assumimos, tomamos todas as medidas contra os abusos dos sindicatos”, disse o ex-presidente. “O escândalo é abominável, porque atingiu os mais humildes. Esse é o PT, que pretende me tirar da disputa eleitoral do ano que vem.”











