O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM), denunciou os preços abusivos das passagens aéreas do Festival de Parintins e voltou a cobrar providências do governo federal diante de uma realidade que, segundo ele, não apenas permanece, mas se agravou.
“Faz um ano que denunciamos essa situação. O governo foi avisado, recebeu dados, recebeu pedido formal de informações. A resposta foi basicamente dizer que nada pode ser feito. Enquanto isso, as passagens continuam absurdas e agora chegam a quase dez mil reais. Isso é inaceitável”, afirmou Amom.
Levantamentos recentes mostram que passagens da companhia Azul para o trecho Manaus–Parintins no período do festival de 2026 estão sendo vendidas por mais de R$ 9,5 mil, valor considerado extorsivo para um voo de pouco mais de uma hora.

Em março de 2025, durante debate sobre aviação regional promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, Amom já havia alertado autoridades federais sobre o problema. Na ocasião, confrontou diretamente o então ministro do Turismo, Celso Sabino, que afirmou não acreditar que as companhias aéreas elevem preços apenas para aumentar seus lucros durante o festival.
O parlamentar rebateu publicamente, apresentando dados que mostravam que as tarifas entre Manaus e Parintins podem subir mais de 1.500% no período do evento, passando de valores médios entre R$ 300 e R$ 600 fora da temporada para cifras superiores a R$ 5 mil.
O deputado apresentou requerimento ao Ministério de Portos e Aeroportos, solicitando explicações sobre fiscalização das tarifas e possíveis medidas para conter abusos. A resposta oficial do governo federal, no entanto, afirmou que o setor opera sob regime de liberdade tarifária, previsto na Lei nº 11.182/2005, e que o poder público não possui prerrogativa de intervir na definição de preços praticados pelas companhias aéreas.











