Por: Redação MVE
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a condenação do deputado Eduardo Bolsonaro faz parte de um “padrão de perseguição e lawfare dos tribunais brasileiros contra a oposição política”. A declaração foi dada por um porta-voz do órgão à agência Reuters.
Segundo o representante do governo norte-americano, os debates políticos deveriam ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações judiciais, em referência ao caso envolvendo o parlamentar brasileiro.
A manifestação ocorre em meio a um cenário de tensão diplomática e política entre Brasil e Estados Unidos, após recentes episódios envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e críticas de autoridades norte-americanas ao ambiente político brasileiro.
De acordo com a Reuters, o posicionamento do Departamento de Estado reforça o discurso de setores políticos aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que têm contestado decisões da Justiça brasileira sob alegação de perseguição política.
A declaração também acontece um dia após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o G7, quando afirmou que o Brasil “virou um país um pouco difícil” e mencionou preocupações sobre o ambiente político no país.
O caso de Eduardo Bolsonaro tem sido acompanhado de perto por autoridades e analistas internacionais, em meio a discussões sobre liberdade política, atuação do Judiciário e relações diplomáticas entre Brasília e Washington.
Até o momento, autoridades brasileiras não comentaram oficialmente a nova declaração do Departamento de Estado.
A Procuradoria listou uma série de declarações de Eduardo, em entrevistas e em postagens em redes sociais, além de trocas de mensagens com Jair Bolsonaro que revelam articulações nos Estados Unidos para constranger a cúpula do Judiciário.
O advogado que falou em defesa de Eduardo foi o Defensor Público Esdras dos Santos Carvalho. Eduardo não indicou advogado. Ele pediu a absolvição do ex-deputado por falta de provas. A DPU afirmou que questões processuais justificam a anulação de todo o processo, entre elas, a participação de Moraes no julgamento.
