Os advogados de defesa do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, Luciana Christina e Rodrigo Leporace Farret, disseram, nesta segunda-feira (20), durante sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que “não há nada que comprove a acusação” de que o vice de Wilson Lima tenha participado de suposta formação de organização criminosa, e pediram que seja feita justiça em favor de Carlos Almeida.
Os advogados afirmaram que a denúncia em relação ao vice governador é absolutamente diferente de tudo que foi dito no processo.
“Doze pessoas se associaram à suposta organização criminosa e o vice é o 14º indiciado, então ele não está nos 12. No núcleo 1 da denúncia está o governador do Estado; no segundo, secretários e servidores; e por fim o empresarial, como se tivesse acabado. Mas aí vem outro parágrafo e verificou-se o nome de Carlos Almeida fora dos 12 citados”, explicou a defesa.
Os advogados questionaram, ainda, “qual o interesse de que o vice seja ligado a organização criminosa? Não conseguiram trazer um fato se quer contra Carlos Almeida”.
“O relatório da PF não promove provas contra Carlos Almeida, cujo (documento) teve sigilo quebrado e foi repassada todas as senhas da nuvem. Depois da investigação, provas demostram que, apesar da influência na Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), o papel partiu de outro comando, não dele. Inexiste qualquer prova para sua participação. Não é denúncia pela prática, mas de uma ‘suposta’ imputação dos crimes das licitações e organização criminosa.” afirmou a defesa.
Fonte: D24am