Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em anular condenações de Luiz Inácio Lula da Silva, a defesa afirma do ex-presidente que foi uma forma de reconhecer a incompetência da Justiça em Curitiba, mas não apaga os danos causados pelo ex-juiz Sergio Moro e pelos procuradores da ‘lava jato’.
Os advogado afirmam que decisão deferida pelo Ministro Edson Fachin, ainda esta tarde, onde o magistrado declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e das doações ao Instituto Lula, “não tem o condão de reparar os danos irremediáveis”, e que “está em sintonia com tudo o que sustentamos há mais de 5 anos na condução dos processos”. Na decisão, Fachin disse que Moro Não era juiz natural dos casos
A defesa afirmou ainda, que a incompetência da Justiça Federal em Curitiba para julgar as acusações foi demonstrada no início do processo, em 2016.
“Nessa longa trajetória, a despeito de todas as provas de inocência que apresentamos, o ex-presidente Lula foi preso injustamente, teve os seus direitos políticos indevidamente retirados e seus bens bloqueados. Sempre provamos que todas essas condutas faziam parte de um conluio entre o então juiz Sergio Moro e dos membros da ‘força tarefa’ de Curitiba, como foi reafirmado pelo material que tivemos acesso também com autorização do Supremo Tribunal Federal e que foi por nós levado aos autos da Reclamação nº 43.007/PR”, dizia parte da nota dos advogados à imprensa.
A partir de agora, os processos serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal, à qual caberá dizer se os atos realizados nos três processos podem ou não ser validados e reaproveitados.