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David Reis amplia contratos sem licitação na CMM e aspira vaga na ALE

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Presidente da CMM tem sua trajetória marcada por polêmicas que geraram investigações por parte dos órgãos de controle

Manaus – O vereador David Reis (Avante),  presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), tem sua trajetória à frente da Casa Legislativa marcada por uma série de polêmicas que geraram investigações por parte dos órgãos de controle. Com planos de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), o histórico de sua gestão de 2020-2021 e os acontecimentos recentes voltam a ser foco de atenção.

‘Puxadinho’, frotas caras e o polêmico ‘kit-selfie’

Um dos primeiros episódios a chamar a atenção na gestão incial de David Reis à frente da CMM foi a proposta de construção de um anexo,  apelidado de ‘puxadinho’, orçado em expressivos R$ 32 milhões. Outra despesa que levantou suspeitas foi o aluguel de 41 picapes, que somaria um custo de R$ 36 milhões aos cofres públicos. A necessidade de uma frota tão vultosa e os valores envolvidos foram amplamente criticados.

No entanto, o caso que talvez tenha gerado mais indignação foi a distribuição do polêmico ‘kit-selfie’. Um pacote de equipamentos eletrônicos de alto custo, incluindo câmeras digitais profissionais e acessórios, foi distribuído aos 41 vereadores da CMM. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) investiga possíveis irregularidades na aquisição, questionando a real necessidade do gasto público com itens que, para muitos, pareciam mais destinados à autopromoção dos parlamentares do que à melhoria do trabalho legislativo.

Acusação de nepotismo e contratos emergenciais sob suspeita

Mais recentemente, a nomeação de Aldenizia Rodrigues Valente para o cargo de diretora de Contabilidade da CMM, supostamente feita por seu sobrinho, David Reis, virou alvo de representação no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). A prática pode configurar um suposto caso de nepotismo, levantando questionamentos sobre a moralidade e a legalidade da conduta do presidente da Casa legislativa.

Além disso, em apenas cinco meses de sua presidência, David Reis celebrou ao menos 11 contratos em caráter emergencial, quatro somente em maio, dispensando a obrigatoriedade da licitação. A soma total desses contratos atinge o montante de R$ 8.107.183,42 milhões.

Já no mês de junho, David assinou mais um contrato sem licitação, no valor de R$ 29.079,00 com a empresa Vitech Locação de veículos Ltda. para a ‘locação de caminhão para fazer transporte dos bens serviveis e inserviveis, com equipe de mão de obra para atender as necessidades da CMM’. David também celebrou aditivos que, juntos, somam mais de R$ 345 mil.

O parlamento se tornou palco de intensos debates e críticas nos últimos meses, em decorrência desses contratos celebrados sem o devido processo licitatório e nenhuma situação emergencial que justuifique essas contratações, conforme a legislação. Em alguns casos, o próprio Judiciário já se manifestou sobre essa urgência para dispensar licitações, qualificando-a como “fabricada” pela Mesa Diretora.