Por: Manuel Menezes

Manaus (AM) – A nova pesquisa do Instituto Projeta para a disputa pelo Governo do Amazonas apresenta um cenário de forte competitividade entre os principais pré-candidatos, mas também revela um dado que pode pesar na corrida eleitoral: o índice de rejeição.

Segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira (24), o prefeito de Manaus, David Almeida, aparece com a maior rejeição entre os nomes apresentados aos eleitores. 29,20% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de forma alguma.

O índice coloca David em uma posição de atenção na corrida eleitoral, principalmente porque a rejeição representa uma parcela do eleitorado que, neste momento, demonstra resistência à sua candidatura.

Na pesquisa estimulada de intenção de voto, David Almeida aparece em terceiro lugar, com 15,46%, atrás de Omar Aziz, que registra 25,72%, e Roberto Cidade, com 24%. A diferença entre Omar e Cidade é de 1,72 ponto percentual, dentro da margem de erro de 1,79 ponto, configurando empate técnico na liderança.

Omar Aziz aparece em segundo na rejeição

O senador Omar Aziz ocupa a segunda posição no ranking de rejeição, com 19,61%.

O percentual significa que quase dois em cada dez entrevistados afirmaram que não votariam no senador de forma alguma.

Apesar da rejeição, Omar lidera numericamente a pesquisa estimulada de intenção de voto, com 25,72%, mantendo uma vantagem de 1,72 ponto sobre Roberto Cidade.

Na comparação com o levantamento anterior do Projeta, divulgado em julho, Omar caiu de 27% para 25,72%, enquanto Roberto Cidade avançou de 23,4% para 24%. Com isso, a distância entre os dois caiu de 3,6 para 1,72 ponto percentual.

Roberto Cidade chama atenção pela baixa rejeição

Um dos dados que mais chamam atenção no levantamento é o índice de rejeição do governador Roberto Cidade.

O pré-candidato registra apenas 7,47%, o menor percentual entre os quatro nomes mais bem posicionados na disputa.

Cidade aparece com 24% das intenções de voto e, ao mesmo tempo, apresenta uma rejeição significativamente menor que a de Omar Aziz e David Almeida.

Esse cenário é considerado relevante porque um candidato com menor rejeição pode encontrar maior espaço para conquistar eleitores durante a campanha, especialmente entre aqueles que ainda não definiram seu voto.

A pesquisa mostra que 8,58% dos entrevistados ainda não souberam ou não quiseram responder em quem votariam, enquanto 6,33% declararam voto branco ou nulo.

Maria do Carmo aparece com 10,39% de rejeição

A pré-candidata Maria do Carmo aparece com 10,39% de rejeição, ocupando a terceira posição nesse quesito.

Na intenção de voto estimulada, ela registra 14,43%, ficando próxima de David Almeida, que tem 15,46%.

A distância entre os dois, portanto, é de pouco mais de um ponto percentual no cenário apresentado pela pesquisa.

Demais candidatos

O levantamento também mediu a rejeição dos demais nomes apresentados aos entrevistados.

Cabo Daciolo registra 7,01%; Isael Munduruku, 5,82%; e Gilberto Vasconcelos, 2,94%.

Além disso, 10,52% dos entrevistados disseram que não rejeitam nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 7,05% não souberam ou não responderam à pergunta.

Índices de rejeição

Pré-candidatoRejeição
David Almeida29,20%
Omar Aziz19,61%
Maria do Carmo10,39%
Roberto Cidade7,47%
Cabo Daciolo7,01%
Isael Munduruku5,82%
Gilberto Vasconcelos2,94%
Não rejeita nenhum10,52%
Não sabe/não respondeu7,05%

Rejeição pode ser fator decisivo na eleição

Em uma disputa eleitoral marcada por proximidade entre os primeiros colocados, o índice de rejeição pode ganhar importância ao longo da campanha.

Isso porque o percentual de eleitores que afirmam não votar em determinado candidato representa uma barreira para o crescimento de sua candidatura. Quanto maior a rejeição, maior tende a ser o desafio para conquistar eleitores de outros grupos.

No caso de David Almeida, a combinação entre 15,46% de intenção de voto e 29,20% de rejeição chama atenção no levantamento.

Já Roberto Cidade apresenta uma situação inversa: aparece com 24% das intenções de voto e apenas 7,47% de rejeição, enquanto Omar Aziz soma 25,72% de intenção de voto e 19,61% de rejeição.

Pesquisa ouviu 3 mil eleitores

O Instituto Projeta realizou 3 mil entrevistas presenciais entre os dias 17 e 21 de agosto de 2026.

Foram ouvidos 1.590 eleitores em Manaus e 1.410 no interior do Amazonas, abrangendo 16 municípios. Entre as cidades pesquisadas estão Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Coari, Tefé, Iranduba, Tabatinga, Maués, Humaitá, Manicoré, São Gabriel da Cachoeira, Autazes, Lábrea, Presidente Figueiredo e Careiro.

O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 1,79 ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AM-03824/2026.

Cenário mostra eleição ainda aberta

Os números divulgados pelo Projeta mostram uma disputa que permanece aberta e com possibilidade de mudanças significativas durante a campanha.

Omar Aziz e Roberto Cidade aparecem tecnicamente empatados na liderança, enquanto David Almeida e Maria do Carmo permanecem próximos na terceira e quarta posições.

Ao mesmo tempo, os índices de rejeição criam diferenças importantes entre os candidatos.

O cenário indica que, além de conquistar votos, os pré-candidatos terão o desafio de reduzir resistências e ampliar sua capacidade de diálogo com um eleitorado que ainda apresenta parcela significativa de indecisos.

Com a campanha avançando, a capacidade de cada nome de transformar intenção de voto em apoio consolidado poderá ser determinante para definir quem chegará ao segundo turno da disputa pelo Governo do Amazonas.

Fonte: Instituto Projeta.

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