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Crise de energia em Humaitá expõe desafios do interior e mobiliza lideranças locais; em agenda no município Felipe Lobo acompanha situação de perto

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Empresário e pré-candidato a deputado estadual cumpre agenda no município durante apagões e relata ouvir moradores e comerciantes afetados pela instabilidade no fornecimento de energia

Por: [Manuel Menezes]

A crise no fornecimento de energia elétrica em Humaitá, no sul do Amazonas, voltou a colocar em evidência um problema que há anos preocupa moradores e comerciantes do município: a instabilidade do sistema elétrico local. Nos últimos dias, uma série de apagões e interrupções programadas atingiu diversos bairros da cidade, gerando transtornos para a população e prejuízos para o comércio.

Durante esse período de instabilidade, o empresário e pré-candidato a deputado estadual Felipe Lobo, natural de Humaitá, está no município cumprindo agenda e participando de reuniões com moradores, lideranças locais e comerciantes.

Sem exercer mandato público, Felipe afirmou que decidiu acompanhar de perto a situação para ouvir a população e compreender, na prática, os desafios enfrentados pelas cidades do interior do Amazonas.

“Estar aqui neste momento difícil é importante para entender a realidade que muitas vezes não aparece nas grandes cidades. Quem vive no interior sabe o quanto a falta de energia afeta tudo: o comércio, a conservação de alimentos, a segurança e até o abastecimento de água em algumas casas”, afirmou.

Moradores enfrentam rotina de apagões

Um cronograma de interrupções no fornecimento de energia entre os dias 3 e 8 de março passou a circular na cidade, indicando desligamentos em diversos horários, incluindo períodos da madrugada.

Os cortes foram programados em blocos como:

  • 16h às 18h
  • 18h às 20h
  • 20h às 22h
  • 22h às 00h
  • 00h às 02h
  • 02h às 04h
  • 12h às 14h
  • 14h às 16h

Diversos bairros aparecem repetidamente na programação, entre eles:

São Cristóvão, Nova Humaitá, São Sebastião, Nova Esperança, Andaraí, São Domingos Sávio, Novo Centenário, Centro, Divino Pranto, São José, Nossa Senhora do Carmo, Santo Antônio, além de comunidades da zona rural, o distrito de Realidade e regiões da BR nos sentidos Apuí e Porto Velho.

Para muitos moradores, o problema evidencia a fragilidade da estrutura energética do município, que enfrenta dificuldades para acompanhar o crescimento populacional e econômico da região.

Comércio relata prejuízos

A sequência de apagões também tem afetado diretamente o comércio local. Estabelecimentos que dependem de refrigeração — como mercados, lanchonetes e restaurantes — relatam preocupação com perda de alimentos e danos a equipamentos elétricos.

Moradores também relatam dificuldades na rotina doméstica, especialmente por causa do calor intenso da região, além de situações como falta de água em residências que dependem de bombas elétricas.

Prefeito buscou soluções emergenciais

Diante da situação, a Prefeitura de Humaitá iniciou articulações institucionais para buscar soluções emergenciais. O prefeito Dedei Lobo informou que, assim que tomou conhecimento do problema, entrou em contato com a concessionária responsável pelo serviço e também buscou apoio político para acompanhar o caso.

Segundo ele, o senador Eduardo Braga foi acionado e mobilizou a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para verificar a situação do sistema elétrico da cidade.

Além disso, foi confirmada a chegada de 17 novos geradores para reforçar a capacidade de geração de energia no município. Cinco equipamentos já estão sendo transportados para Humaitá, vindos de Porto Velho, enquanto outros 12 devem chegar até o dia 8 de março, provenientes do estado de Goiás.

A expectativa é que o reforço na estrutura ajude a reduzir as oscilações e interrupções no fornecimento.

Debate sobre representação política do interior

A crise também reacendeu entre moradores o debate sobre a necessidade de maior representação política do interior na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).

Durante as conversas com moradores, Felipe Lobo afirmou que ouviu diversos relatos e desabafos sobre dificuldades enfrentadas pela população, não apenas em relação à energia elétrica, mas também a questões estruturais históricas da região.

“O que mais escutei nesses dias foi o desabafo de moradores que se sentem esquecidos depois das eleições. Muitos candidatos aparecem no município durante a campanha, pedem voto e depois desaparecem. O interior precisa ter representantes que conheçam de verdade essa realidade”, disse.

Natural de Humaitá, conhecida como “Terra da Mangaba”, Felipe destacou que acompanha a política do sul do Amazonas há anos e acredita que a região precisa fortalecer sua presença nas decisões estaduais.

“Sou filho de Humaitá e conheço de perto as dificuldades do nosso povo. Acredito que quem nasce no interior carrega um compromisso maior com a região. Se um dia tiver a oportunidade de representar essa população, quero fazer dos municípios do sul do Amazonas um gabinete permanente de trabalho”, afirmou.

Expectativa por soluções duradouras

Enquanto isso, a população segue convivendo com interrupções no fornecimento de energia e aguarda que as medidas emergenciais tragam algum alívio imediato.

No entanto, moradores e lideranças locais defendem que o problema precisa resultar em investimentos estruturais duradouros, capazes de garantir estabilidade energética para Humaitá e para toda a região sul do Amazonas.

Para muitos, a crise atual serve também como um alerta sobre a importância de fortalecer o debate sobre infraestrutura e representação política do interior, temas considerados essenciais para o desenvolvimento da região.