Por Redação MVE
O Paraguai enfrenta uma das maiores crises políticas e financeiras de sua história recente. Nesta quinta-feira (5), o presidente Santiago Peña anunciou sua renúncia ao cargo após o colapso do Ueno Bank, instituição financeira que administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos e atendia cerca de 3 milhões de clientes.
A decisão ocorreu em meio a manifestações populares, denúncias de irregularidades financeiras e perda de apoio político, inclusive dentro do Partido Colorado, legenda do próprio presidente.
Colapso bancário provoca revolta popular
A crise começou após o Banco Central do Paraguai identificar problemas graves na situação financeira do Ueno Bank, incluindo operações de crédito questionadas e insuficiência de capital.
A intervenção deixou milhões de clientes sem acesso às contas bancárias, provocando protestos e aumentando a pressão sobre o governo.
O caso ganhou repercussão ainda maior devido aos antigos vínculos empresariais de Santiago Peña com o grupo que controlava a instituição. O presidente negou envolvimento em irregularidades.
Congresso aprova avanço do impeachment
Mesmo após o anúncio da renúncia, a Câmara dos Deputados aprovou, por 78 votos a zero, a acusação para abertura do processo de impeachment contra Peña.
O procedimento segue para análise do Senado, enquanto a formalização da saída presidencial depende das etapas constitucionais.
O vice-presidente Pedro Alliana é o sucessor previsto para assumir o comando do país.
Presidente pede desculpas à população
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Santiago Peña afirmou que decidiu deixar o cargo para preservar a estabilidade nacional, a paz social e as instituições democráticas.
O presidente também pediu desculpas aos paraguaios e defendeu medidas para garantir a recuperação dos recursos dos clientes prejudicados.
A crise financeira agora se transforma em um desafio institucional para o Paraguai, com investigações em andamento, preocupação entre investidores e milhares de cidadãos aguardando a recuperação de suas economias.
Fontes: Reuters, Associated Press











