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CPMI do INSS: relator pede prisão de empresário

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Solicitação será enviada ao Supremo Tribunal Federal

Nesta segunda-feira, 22, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), solicitou a prisão preventiva do empresário Rubens Oliveira Costa. O senador Izalci Lucas (PL-DF), autor de um dos onze pedidos de convocação do colegiado, chamou o depoente de “facilitador” e “intermediador”.

Segundo o relator da CPMI, há indícios de que Costa está envolvido em crimes graves contra aposentados e pensionistas.

“Esta CPMI não vai ser o local para a impunidade”, afirmou Gaspar. “Se ele é laranja pouco me importa. Derrubando uma laranja podre, a gente termina alcançando o bicho que está apodrecendo as laranjas. Esse cidadão participou de crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas, continua na impunidade, continua praticando crimes e se encontrando com outros investigados.”

O relator da CPMI do INSS ainda ressaltou que o empresário segue mantendo contato com outros investigados. Nesse sentido, Gaspar alertou para o risco de continuidade dos crimes.

“Para evitar a fuga e a prática de novos crimes, e pelo flagrante de ocultação documental diante de uma investigação em curso, peço a decretação da prisão preventiva”, reforçou o deputado.

Votação na CPMI do INSS

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que o requerimento de pedido de prisão do depoente deverá ir à votação ainda na noite desta segunda-feira pelo colegiado. Caso aprovada, a solicitação será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.

Viana também ponderou que poderá decretar a prisão em flagrante, dependendo da conclusão do depoimento. “Mentir ou omitir na CPMI pode ocasionar prisão em flagrante”, alertou o senador.

Atuação do sócio de “Careca do INSS“

Durante a sessão de hoje, Gaspar detalhou que Costa atuou em empresas associadas ao “Careca do INSS”, que movimentaram somas milionárias de forma suspeita nos anos de 2023 e 2024.

De acordo com o relator da CPMI, a organização criminosa ainda estaria operando ativamente em outras frentes.