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CPI do Asfalta Manaus avança na Aleam e escancara omissão de vereadores da capital

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A diferença de postura entre as duas Casas Legislativas chama atenção

Enquanto a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) avança com a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o programa Asfalta Manaus, o mesmo pedido está estagnado na Câmara Municipal de Manaus (CMM), revelando a omissão dos vereadores da capital.

A diferença de postura entre as duas Casas Legislativas chama atenção. Apesar de ser a instância com atribuição direta para fiscalizar o Executivo Municipal, a CMM não conseguiu reunir o número de assinaturas necessário para instaurar a CPI. O cenário é atribuído à base aliada do prefeito David Almeida (Avante), que tem maioria na Câmara e vem barrando solicitações voltadas à fiscalização e à transparência da gestão.

Na Aleam, o pedido para investigar o repasse de R$ 181 milhões do Governo do Estado à Prefeitura de Manaus recebeu 10 assinaturas, duas a mais que o mínimo necessário (8), e segue para os trâmites internos da Casa. O apoio expressivo mostra o interesse dos deputados em apurar como os recursos foram aplicados.

Já na Câmara Municipal, o pedido de CPI conta, até o momento, com 10 assinaturas, faltando quatro para alcançar o mínimo exigido de 14 parlamentares. Sem perspectiva de novos apoios, cresce a percepção de que a proposta pode ser engavetada, como outros pedidos de investigação que não prosperaram na Casa.

A situação é agravada pelo fato de que o presidente da Câmara, vereador David Reis (Avante), é aliado próximo do prefeito David Almeida. Mesmo que o pedido alcance o número necessário de assinaturas, há preocupação de que Reis atue nos bastidores para travar o andamento da comissão.

Na retomada dos trabalhos legislativos, na última segunda-feira (4), o autor do pedido, vereador Rodrigues Guedes (Progressistas), voltou a solicitar o apoio dos colegas para viabilizar a CPI. No entanto, até o momento, não houve adesão de novos parlamentares.

Enquanto isso, na Aleam, a expectativa é de que a investigação siga sem entraves, principalmente porque o presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil), é um crítico declarado da gestão David Almeida e foi seu adversário nas eleições de 2024.