À medida que o tabuleiro eleitoral de 2026 começa a se desenhar com maior nitidez, a disputa pelas oito vagas do Amazonas na Câmara Federal revela um cenário competitivo e repleto de cálculos partidários. Com legendas tradicionais e novas forças políticas movimentando suas peças, a principal pergunta sobre Brasília hoje é: quais partidos conseguirão eleger mais de um deputado federal no estado?
No centro dessa equação, uma variável tem ganhado atenção especial: o papel do Coronel Menezes (PP). Nome consolidado no campo conservador e figura central do bolsonarismo no Amazonas, Menezes surge como um dos pilares da estratégia para tentar garantir duas vagas federais em 2026.
Hoje, o cenário aponta para três grupos com maior potencial de dupla eleição:
• União Progressista – Com Roberto Cidade liderando o bloco e outros nomes competitivos como Coronel Menezes, Fausto Júnior, Saulo Vianna e Pauderney Avelino, o partido tem capilaridade no interior e força institucional. O desafio será organizar o jogo interno e evitar dispersão de votos.
• PL – Com Sargento Salazar consolidado como candidato com maior potencial de votos e figuras como Alfredo Nascimento buscando espaço, a sigla tem base ideológica forte e grande engajamento digital. Porém, enfrenta divisão interna e necessidade de alinhamento.
• PSD – Com Átila Lins e Sidney Leite mantendo redes políticas estruturadas e presença histórica, o PSD busca preservar espaço e resistir ao avanço de novos nomes da direita e da centro-direita.
Com forte capital eleitoral desde a disputa ao Senado em 2022, presença ativa nas bases populares e engajamento orgânico nas redes sociais, Coronel Menezes se posiciona como o elemento capaz de puxar votos suficientes para que o UP, federação entre União e Progressistas, não apenas garanta uma cadeira, mas se torne protagonista na disputa pela segunda vaga.
Com a ascensão de novos nomes e o desgaste de velhos caciques, 2026 se torna a eleição mais imprevisível da década. Redes sociais, voto ideológico e base partidária sólida serão determinantes. Mas no Amazonas, a realidade é conhecida: quem puxa voto define o destino da sigla.
E, hoje, entre os partidos grandes, médios e até nos emergentes, Menezes é o nome com maior capacidade de tracionar uma chapa e pavimentar espaço para um segundo eleito.
Se o UP aproveitar esse momento e estruturar bem sua nominata, o Amazonas pode assistir a um movimento inesperado e estratégico na Câmara Federal.
A disputa está aberta.
A matemática já começou.
E o fator Menezes pode ser o divisor de águas para a segunda vaga em 2026.
*Com informações foconofato











