Por: {Manuel Menezes]
O coronel da reserva e uma das principais lideranças da direita no Amazonas, Coronel Alfredo Menezes, decidiu romper o silêncio após a repercussão de um áudio que ganhou espaço no debate político estadual nos últimos dias.
A gravação, que teria sido enviada originalmente ao ex-ministro e presidente regional do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento, acabou sendo divulgada publicamente após ser publicada pelo vereador Sargento Salazar.
Diante da repercussão, Menezes fez questão de esclarecer que o material tinha caráter privado e que jamais foi produzido com a intenção de se tornar público.
“Quero deixar claro que esse áudio foi gravado e enviado exclusivamente ao Alfredo Nascimento. Logo no início da gravação fica evidente que era uma conversa pessoal. Ele era o único detentor desse material e houve vazamento sem qualquer autorização. Isso, na minha avaliação, configura crime”, afirmou Menezes.
Negativa de envolvimento em articulações
Outro ponto abordado pelo coronel foi a interpretação que passou a circular nos bastidores políticos de que ele teria sido citado ou envolvido em articulações internas do Partido Liberal ou em movimentações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Menezes foi direto ao negar qualquer referência ao seu nome no conteúdo que passou a circular nas redes e nos bastidores da política amazonense.
“Não existe qualquer citação ao meu nome no áudio. Isso precisa ficar claro para a população”, declarou.
O militar da reserva também afirmou que jamais pediu a Bolsonaro para retornar ao PL, especialmente enquanto Alfredo Nascimento permanecer na condução da legenda no Amazonas.
Segundo ele, todas as conversas mantidas com o ex-presidente ocorreram sempre de forma transparente e na presença de testemunhas.
“Nunca tratei de política às escondidas. Todas as conversas que tive com o presidente Bolsonaro aconteceram com outras pessoas presentes”, disse.
Crítica ao histórico político de Alfredo Nascimento
No momento mais contundente de sua manifestação, Menezes voltou a criticar diretamente Alfredo Nascimento, lembrando a trajetória política do dirigente dentro de governos petistas.
Nascimento foi ministro dos Transportes durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato que Menezes destacou para reforçar suas divergências políticas.
“Não aceito ser conduzido politicamente por alguém que passou anos servindo a governos do PT”, afirmou o coronel.
A declaração evidencia que as tensões internas no campo da direita amazonense, especialmente dentro e ao redor do PL, continuam longe de um ponto de pacificação.
Disputa por liderança na direita amazonense
Nos bastidores políticos, interlocutores avaliam que o episódio expõe mais um capítulo das disputas internas por espaço e protagonismo dentro da direita no Amazonas.
Com a aproximação das eleições de 2026, diferentes grupos começam a se movimentar para disputar influência dentro do campo conservador no estado.
Ao reagir publicamente ao episódio, Menezes não apenas buscou esclarecer os fatos envolvendo o áudio vazado, mas também enviou um recado político claro aos adversários internos.
“Sempre estive do lado da direita, defendendo princípios e valores. Não vou aceitar que tentem distorcer fatos ou usar vazamentos para criar narrativas”, concluiu.
Enquanto o cenário político segue em rearranjo, o episódio demonstra que a disputa por liderança dentro da direita amazonense deve continuar intensa nos próximos meses.











