A Compensa é um bairro cheio de segredos. Sede da Prefeitura de Manaus e do Governo do Estado do Amazonas, o bairro concentra o Poder Executivo em dois níveis. Mas nas ruas, becos e ruelas um outro Poder interfere na vida de milhares de moradores.
O direito de ir de vir é limitado como se ali houvesse sido instalado um Estado de Sítio, imposto por uma espécie de governo civil, com base nas armas, que limita liberdades fundamentais.
É um outro mundo, com suas próprias regras. Nada invisível. Invisíveis são os cidadãos podados em seus direitos, confinados e reféns do medo. Invisíveis são as crianças cooptadas como olheiros ou soldados…
A Polícia sabe, os políticos sabem, as igrejas sabem e algumas até compactuam com os poderosos do pedaço. Para elas, o importante é evangelizar em troca do dízimo e as vezes mais que isso…

Para os políticos é garantia de voto. De cabresto mesmo, pois o eleitor vota naqueles com os quais o chefe simpatiza.
É um mundo cão, que tem raízes profundas e se espalha como um câncer por toda a cidade. Um mundo de sombras, medo e violência que não vai parar de crescer enquanto os políticos o ignorarem ou dele se servirem, sujeitando-se a uma permissão para falar com o eleitor em tempos de campanha.
Podem não ser coniventes, nem cúmplices, mas são covardes, são omissos.











