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COMPANHEIROS DE GOVERNO: Lula defende atuação e diz que STF não extrapolou funções

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Na abertura do ano judiciário, petista diz que democracia saiu mais forte depois do julgamento do 8 de Janeiro e alerta para riscos às eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta 2ª feira (2.fev.2026) na abertura do Ano Judiciário do STF (Supremo Tribunal Federal) e defendeu a atuação das instituições contra ataques à ordem constitucional e ao sistema eleitoral. Colocando o STF (Supremo Tribunal Federal) como fiador da democracia, afirmou que o momento é de reafirmar a soberania nacional e a solidez do Estado Democrático de Direito.

Lula disse que o Brasil respondeu “com altivez” a pressões internas e externas e que as instituições cumpriram seu papel depois dos ataques de 8 de Janeiro. O petista disse que o STF não extrapolou suas funções e disse que a Corte cumpriu seu papel. “O Supremo não buscou protagonismo, muito menos tomou para si atribuições de outros Poderes”, afirmou.

Lula estava ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Ao discursar, também disse que o ataque de 2023 tentou romper a ordem constitucional e desrespeitar a vontade popular. Para Lula, o julgamento dos envolvidos fortaleceu a democracia. “Aquelas que atentaram contra a democracia tiveram julgamento justo, com amplo direito de defesa”, disse.

Ao tratar do cenário internacional, Lula mencionou ataques à soberania brasileira em 2025, sem citar diretamente o tarifaço. Disse que ministros do Supremo sofreram pressões e ameaças por defenderem a Constituição, em referência a medidas adotadas no exterior.

Entre elas, a inclusão do ministro Alexandre de Moraes em sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, depois articulações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto a autoridades norte-americanas. A iniciativa ocorreu no contexto das reações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro aos julgamentos conduzidos pelo STF sobre os ataques de 8 de Janeiro e sobre a tentativa de contestação do resultado das eleições de 2022.

“Reafirmamos que nenhuma nação se constrói sob tutela. (…) O Brasil é muito maior do que qualquer golpista e qualquer traidor da pátria”, afirmou Lula em discurso.

Segundo o presidente, divergências políticas no Brasil devem ser resolvidas “pelas urnas, pelo diálogo constitucional e pelas leis”. Ele afirmou que a Constituição depende da atuação conjunta do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.