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“Coincidência que só parlamentares de direita sejam perseguidos”, diz Nikolas Ferreira

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Deputado federal reagiu ao pedido do MP Eleitoral para a suspensão de seus direitos políticos

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) reagiu nesta terça-feira, 8, ao pedido do Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais para a suspensão de seus direitos políticos por comentário sobre o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, durante a eleição municipal de 2024.

No plenário da Câmara, Nikolas questionou o motivo pelos quais, segundo ele, apenas parlamentares de direita estariam sendo alvo de perseguição.

“Então, estão querendo cassar os meus direitos políticos porque eu fiz rachadinha? Porque eu botei dinheiro na cueca? Porque eu quebrei as estatais do Brasil? Não. Estão querendo me deixar inelegível porque eu denunciei um livro pornográfico do antigo prefeito de Belo Horizonte.

Uai, não posso mais fala, não? Não posso mais denunciar as coisas, não? É muita coincidência, né, que só parlamentares de direita sejam perseguidos neste país. Aconteceu com o Deltan [Dallagnol], está acontecendo com o Carlos Jordy, com o Marco, com o Cabo Gilberto… ou seja, é uma coincidência inacreditável.

Agora, com quem paga o dinheiro da rachadinha, aí não acontece nada, meus amigos, né”, disse.

Denúncia do MP

Além da perda dos direitos políticos, o MP Eleitoral também solicitou uma indenização por danos morais a ser destinada a instituições de caridade, conforme indicação da família de Fuad Noman, que faleceu em março deste ano.

No documento, o órgão afirma que Nikolas e o deputado estadual Bruno Engler (PL) – então candidato à prefeitura da capital mineira – praticaram “difamação” contra o ex-mandatário.

Nos vídeos, Nikolas e Engler criticaram o livro “Cobiça”, escrito por Fuad Noman, em 2020, em que narra a história de uma mulher que viaja ao interior de Minas Gerais e se reconecta com memórias antigas. Em trecho da obra de caráter ficcional, o autor descreve uma cena de estupro envolvendo uma criança de 12 anos.

Em um dos conteúdos gravados, o parlamentar acusou Fuad de escrever “livro pornográfico” e afirmou que “o problema é quando a ficção vira a realidade”.

Já Bruno Engler, no último debate antes da eleição que reelegeu Fuad Noman, chamou a obra de “pornográfica”

Segundo o MP, o deputado federal descumpriu ordens judiciais para que apagasse a publicação de suas redes sociais, em outubro do ano passado, e “passou a debochar publicamente” da decisão.

“Tal ato, praticado após ciência inequívoca da ilicitude de sua conduta, demonstra o dolo intenso e a persistência na prática delitiva, com o claro objetivo de manter a desinformação circulando na véspera da eleição”, diz trecho da denúncia assinada pelo promotor Renato Augusto de Mendonça.