A Polícia Federal (PF) pediu, na noite desta quarta-feira, 11, a suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento da corporação foi encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin.
O pedido da PF é referente ao caso do Banco Master, que tem Toffoli como relator no STF.
A solicitação contra o magistrado ocorre minutos depois da revelação de que a perícia feita no aparelho de celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, encontrou citações a Toffoli. As menções ao ministro foram publicadas inicialmente pelo portal UOL e confirmadas por Oeste. Não há detalhes do teor desses conteúdos.
Em nota, o juiz do Supremo criticou a ação da Polícia Federal. De acordo com ele, a corporação não tem “legitimidade” para pedir a sua suspeição no caso do Master.
Em termos jurídicos, suspeição significa se afastar de determinado caso. Logo, se houver suspeição de Toffoli, ele não poderá se manter como relator do Master e também não poderá julgar ações relacionadas à instituição financeira, que foi alvo de processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro do ano passado.
PF, STF, Master, Toffoli e pedido de suspeição
A revelação pela PF de que há menções a Toffoli no celular de Vorcaro é o mais novo capítulo do caso que envolve o ministro do STF e o Banco Master.
No início de dezembro, divulgou-se que o magistrado viajou ao lado de Augusto Arruda Botelho, então advogado de um diretor do Master, para assistir à final da Taça Libertadores da América em Lima, capital do Peru, em 29 de novembro. A viagem ocorreu por meio de jatinho particular.
Dias depois da viagem ao lado de Arruda Botelho, Toffoli impôs “sigilo máximo” ao processo que envolve o Master no STF.
Já em 2026, surgiu a notícia de que o Tayayá Resort, estabelecimento localizado em Ribeirão Claro (PR) e que teve familiares do ministro do Supremo como sócios, chegou a contar com investimentos de fundos ligados ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.











