A Confederação Brasileira de Futebol divulgou, na noite deste domingo (1/2), o áudio da comunicação do VAR que embasou a expulsão do meia Carrascal, do Flamengo, na Supercopa do Brasil. O material revela os bastidores da atuação da arbitragem no lance ocorrido nos acréscimos do primeiro tempo da derrota rubro-negra por 2 a 0 para o Corinthians, no Mané Garrincha.
Nas gravações tornadas públicas pela CBF, a equipe de vídeo informa ao árbitro Rafael Klein que encontrou imagens de uma agressão cometida pelo jogador colombiano fora da disputa de bola, envolvendo Breno Bidon, do Corinthians. O lance não havia sido percebido em campo e passou a ser analisado durante o intervalo da partida.
No áudio, Klein explica aos capitães das duas equipes o motivo da revisão e a possibilidade de intervenção naquele momento do jogo. “Durante o intervalo a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance que não foi visto no campo porque se trata de uma conduta violenta. Eu posso fazer isso em qualquer momento e vou fazer isso agora”, diz o árbitro na conversa registrada.
VEJA
A CBF divulgou o áudio do VAR sobre a expulsão de Carrascal na final entre Flamengo 0x2 Corinthians.
— Renan Oguma (@renanoguma) February 2, 2026
"Durante o intervalo a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta. Eu vou ser chamado agora para revisar o lance que não foi visto aqui no campo porque se trata de… pic.twitter.com/NkLoabJrOK
A divulgação do material esclarece que a checagem ocorreu antes do reinício da partida, ainda no intervalo, e que a revisão foi motivada exclusivamente pela identificação de uma possível conduta violenta, um dos critérios que permitem atuação do VAR fora da dinâmica normal do jogo.
Segundo a CBF, o áudio foi liberado para dar transparência ao processo de decisão da arbitragem e ao fluxo de comunicação entre árbitro de campo e equipe de vídeo. A entidade informou que o procedimento seguido está previsto no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da Fifa, que autorizam revisões desse tipo a qualquer momento da partida.
O material também mostra que houve comunicação direta com os capitães e posterior informação às comissões técnicas, conforme estabelecem os protocolos internacionais de arbitragem adotados pela entidade.











