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BRASIL SUPREMO: STF recebe crítica da CPMI do INSS por novo habeas corpus do empresário suspeito de desviar R$ 59 milhões

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O empresário chegou a ser escoltado de presídio em São Paulo para prestar depoimento na nesta quinta-feira, 5

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a concessão de um novo habeas corpus pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acarretou no cancelamento da oitiva do empresário Maurício Camisotti à comissão.

Segundo Viana, Camisotti chegou a ser trazido de um presídio em São Paulo para Brasília sob escolta policial, com o objetivo de prestar esclarecimentos à CPMI do INSS nesta quinta-feira, 5. No entanto, quando a comissão já estava pronta para ouvi-lo, a decisão do STF voltou a garantir ao investigado o direito de comparecer ou não.

“Esse senhor chegou a ser trazido para Brasília sob escolta policial de um presídio no Estado de São Paulo, mas quando nós estávamos prontos para recebê-lo, veio uma decisão do Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro André Mendonça, garantindo a ele, mais uma vez, o direito de vir ou não vir”, afirmou o senador.

Para Viana, a situação compromete diretamente o funcionamento das comissões parlamentares de inquérito e que investigados “blindados” precisam prestar esclarecimentos à comissão.

“Enquanto nós não tivermos uma nova legislação que esclareça a relação de uma comissão parlamentar de inquérito juntamente com o Supremo Tribunal Federal, nós continuaremos à mercê de habeas corpus de acordo com a visão de cada um dos ministros”, disse. “O que, a nosso entender, está flagrantemente fora do que a Constituição nos dá o direito de trabalhar e a obrigação do Parlamento. Mas é preciso que a gente atenda, porque a decisão a gente precisa cumprir.”

Viana afirmou ainda que pretende retomar o diálogo com o STF para tentar reverter novas decisões semelhantes: “Eu vou voltar a falar com o ministro André Mendonça, vou conversar com ele novamente, porque há diversos habeas corpus que nós queremos derrubar”, declarou.

Novos depoimentos na CPMI do INSS

daniel vorcaro - banco master - esfera brasil
Daniel Vorcarono dono do Banco Master; instituição financeira foi liquidada judicialmente pelo Banco Central | Foto: Reprodução/Esfera Brasil

Ao falar sobre os próximos passos da investigação, Viana confirmou depoimentos considerados centrais. Entre eles, o do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A oitiva está marcada para 26 de fevereiro.

“A defesa disse que ele trará inclusive documentos sobre a questão dos consignados”, afirmou Viana. “Será uma das reuniões mais importantes para que a gente possa colocar limites no sistema financeiro. Nós não podemos permitir que os bancos continuem fazendo o que querem dentro da Previdência Social.”

Já para a próxima segunda-feira, estão convocados Edson Queiroz, deputado estadual do Maranhão, e Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício Camisotti. Sobre uma possível ausência, Viana foi direto: “Colocaremos em operação a condução coercitiva”. “Nós não vamos aceitar mais desculpas ou uma não resposta a esta comissão.”

Sobre novos depoentes, o senador afirmou que os nomes serão anunciados à medida que decisões judiciais forem revistas. “Eu quero trazer aqui pessoas que foram blindadas por esse dispositivo e que têm esclarecimentos a dar. Nós vamos trabalhar junto ao Supremo para que eles sejam liberados e tenham que prestar depoimento”, concluiu.