O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) reuniu-se recentemente com uma comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Brasília.
O encontro foi conduzido por Pedro Vaca Villarreal, relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que também ouviu críticos do ministro Alexandre de Moraes e o próprio magistrado antes de falar com Bolsonaro.Play Video
Durante a reunião, Bolsonaro reiterou suas denúncias contra Alexandre de Moraes, alegando manipulação de depoimentos, prisões arbitrárias e perseguição política a opositores. Bolsonaro expressou confiança depois do encontro.
“Conversamos por cerca de 50 minutos”, disse. “Ele [Pedro Vaca Villarreal] se mostrou interessado no que eu falava e disse que vai fazer um relatório sincero sobre o que está acontecendo aqui no Brasil.”
Visita da OEA ao Brasil e seu impacto potencial
A visita da OEA ao Brasil tem como objetivo elaborar um relatório abrangente sobre as ações de Moraes, que poderá impactar sua posição.
A OEA, que conta com 34 países membros, é significativamente financiada pelos Estados Unidos, que preveem uma contribuição de US$ 52 milhões neste ano, representando metade dos fundos totais da organização.
O envolvimento dos Estados Unidos é relevante, pois o governo norte-americano tem figuras próximas a Bolsonaro, como Elon Musk e Jason Miller, que são desafetos de Moraes.
Além de Bolsonaro: os encontros da comitiva da OEA no Brasil
Em entrevista ao portal Metrópoles, Pedro Vaca Villarreal disse ter ficado “impressionado” com as acusações de críticos, incluindo parlamentares e manifestantes, contra Moraes.
Entre as histórias que chamaram a atenção de Villarreal está a de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, que morreu na Penitenciária da Papuda em 2023.
Sua filha, Luiza Cunha, relatou à OEA que o gabinete de Moraes ignorou pedidos para sua soltura, apesar de problemas de saúde.
Antes de se reunir com Bolsonaro, Villarreal também ouviu o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e Alexandre de Moraes.