O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi notificado pessoalmente na sede do PL, em Brasília, nesta 4ª feira (19.fev.2025) sobre o prazo da sua defesa na denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria Geral da República). A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Poder360.

O movimento é uma etapa burocrática que se dá em todos os processos depois do recebimento da denúncia.

A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi feita no inquérito que apura o que seria uma tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. O texto foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), na noite de 3ª feira (18.fev.2025). Leia a íntegra (PDF – 6,3 MB).

DENUNCIADOS PELA PGR

O ex-presidente e outras 33 pessoas foram acusadas por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 visando a impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As penas podem chegar até 43 anos. Dentre os denunciados, estão:

Eis as penas determinadas para cada crime pelo qual Bolsonaro responderá:

Próximos passos no STF:

INDICIAMENTO DA PF

A PF (Polícia Federal) indiciou Bolsonaro, o candidato a vice e ex-ministro da Defesa, general Braga Netto, o ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, e outras 34 pessoas em 21 de novembro de 2024. Em 11 de dezembro, a corporação adicionou mais 3 pessoas dentre os acusados, totalizando 40.

No documento, a PF afirma ter identificado o que seriam provas ao longo da investigação que mostram de forma “inequívoca” que Bolsonaro “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava concretizar o golpe de Estado e a abolição do Estado democrático de direito”.

Os indícios contra os envolvidos foram obtidos pela PF ao longo de quase 2 anos, por meio de quebras de sigilos telemático, telefônico, bancário e fiscal, além de colaborações premiadas, buscas e apreensões.

O objetivo do grupo envolvido, formado em suma por militares, seria impedir a posse do presidente eleito para recolocar Bolsonaro no poder. Contudo, segundo a corporação, haveria ainda um plano para matar o Lula, seu vice Geraldo Alckmin (PSB) e prender ou executar o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A operação Contragolpe da PF prendeu 4 militares ao ser expedida em 19 de novembro de 2024. As investigações levaram ainda à prisão do general Braga Netto, além de outros alvos das apurações.

*Com informações Poder360

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