O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a se pronunciar publicamente sobre as investigações que o envolvem no suposto plano de golpe de Estado entre 2022 e 2023. Em publicação desta segunda-feira, 7, em sua conta oficial na rede social X, o líder ironizou elementos do processo, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Mais uma ilegalidade no processo do golpe sem tropa, sem minuta, sem financiamento, sem armas…”, escreveu Bolsonaro.
– Mais uma ilegalidade no processo do golpe sem tropa, sem minuta, sem financiamento, sem armas… pic.twitter.com/U4puk2yt1V
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 7, 2025
Junto da mensagem, o ex-presidente compartilhou a imagem de um artigo de opinião que o jornal Folha de S.Paulo veiculou nesta segunda-feira, 7. Com o título de “A acareação que o Brasil não viu”, o texto de Bruno Dallari Oliveira Lima, José Luis Oliveira Lima, Millena Galdiano, Rodrigo Dall’Acqua e Rogério Costa, advogados criminalistas que integram a defesa do general Braga Netto, questiona a proibição da acareação entre seu cliente e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.
A ação de Bolsonaro no STF

Desde março, o STF aceitou denúncia contra Bolsonaro por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes, em razão dos atos de 8 de janeiro. A acusação faz parte do inquérito que investiga o que teria sido uma articulação para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois das eleições de 2022.
Aliados do ex-presidente denunciam perseguição política e apontam a fragilidade das provas. Já ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, sustentam que há materialidade para afirmar que houve uma tentativa de golpe de Estado no Brasil e que apenas analisam quem atuou nos bastidores para minar a democracia.
À Corte e nas redes sociais, o ex-presidente afirma que não incentivou nem buscou uma ruptura institucional e que considera as acusações uma tentativa de desmoralizá-lo politicamente. “Não houve golpe, nem tentativa dele”, disse Bolsonaro. “Faltam fatos, sobram narrativas.”











